O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações da Operação Lava Jato em primeira instância no Paraná, sabe que o patriarca da construtora Odebrecht, Emílio Odebrecht, possui uma relação extrema com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Porém, Emílio tem fugido de dar informações relevantes.

Nas próximas semanas, ele voltará a ser ouvido e Moro deve apertá-lo para que forneça detalhes poderosos da intimidade entre os dois.

No dia 3 de agosto do ano passado, a procuradora da República Isabel Cristina Croba Vieira anexou ao processo de Lula, onde ele é acusado de receber R$ 12 milhões de propina da Odebrecht, um encontro entre o petista e o patriarca da empresa.

Conforme as informações, os documentos que ficaram nas mãos do Ministério Público Federal (MPF) mostram um tipo de pacto de sangue entre Lula e Emílio. A reunião entre eles aconteceu bem no finalzinho do segundo mandato de Lula e foram apresentadas propostas irregulares cabulosas que exterminavam os cofres públicos.

Nesses documentos estavam vários beneficiamentos para o petista, como o terreno para o Instituto Lula, um sítio em Atibaia (SP) e R$ 300 milhões que ficariam à disposição do líder do PT para ele fazer o que quiser com o dinheiro.

Confirmação de Palocci

Antonio Palocci, ex-ministro de Lula e no momento um pesadelo para o petista, foi questionado em um depoimento sobre esse encontro e confirmou tudo.

Lula disse que Palocci havia mentido e mesmo confirmando a conversa com Emílio, comentou que não teve nenhuma discussão ilícita.

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Lula

Para tentar se explicar, o ex-presidente comentou que Emílio o procurou apenas para poder marcar um dia e conversar com a presidente cassada Dilma Rousseff sobre o governo dela, que começaria o primeiro mandato.

No depoimento frente a Moro, Lula se irritou com as perguntas sobre isso e disse que jamais Emílio repassou qualquer propina para o PT.

Provas

Lula sabe que viverá terror nos próximos dias. Primeiro, ele terá que enfrentar a decisão do Tribunal Regional Federal da 4° Região (TRF-4) sobre os seus recursos.

O petista pode ser preso, ficar inelegível ou criar alguma esperança de entrar com novos recursos contra a condenação proferida por Moro.

Após passar o dia 24 janeiro, o magistrado paranaense ainda pode condenar o petista mais duas vezes. Uma pelo prédio do Instituto Lula, que supostamente foi comprada com dinheiro de propina e outra pelo sítio de Atibaia. O sítio teria sido reformado com dinheiro irregular da Odebrecht e da Construtora OAS.

Para complicar de vez a situação do líder do PT, a delação de Antonio Palocci pode ser assinada.

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