Meses após a destituição do general Antonio Hamilton Mourão, considerado um dos mais respeitados militares das Forças Armadas brasileiras [VIDEO], mais especificamente, integrante do Exército, enfrenta uma nova fase, após o episódio em que o militar fora exonerado do cargo de secretário de Finanças e Economia do Alto Comando do Exército, em Brasília. Mourão teria sido exonerado, cujas explicações foram dadas pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, que havia conversado com o comandante-máximo da instituição, general Eduardo Villas Boas.

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O decreto presidencial informando sobre a exoneração do general Mourão foi assinado pelo presidente da República, Michel Temer.

Vale lembrar que no ano passado, o general Antonio Mourão havia se manifestado contrariamente ao Governo do presidente Michel Temer, durante a realização de uma palestra, na capital federal.

Durante aquela ocasião, o militar foi contundente, ao considerar que o Palácio do Planalto estaria implementando "negociatas", através da realização de um verdadeiro "balcão de negócios, de acordo com as próprias palavras do general Antonio Mourão.

O general havia se manifestado a respeito de medidas tomadas pelo Palácio do Planalto, em que o governo federal estaria tentando "comprar" o apoio parlamentar para que se assegurasse a aprovação de matérias consideradas de alta relevância para o governo Temer como, por exemplo, as propostas que visam a concretização, através de aprovação, da Reforma da Previdência Social no Brasil. Vale ressaltar que a Reforma da Previdência Social é considerada uma das principais medidas e prováveis soluções para sanar os graves problemas inerentes à situação das contas públicas.

Após a deflagração da crise gerada pela manifestação do general Mourão, um grande "mal-estar" foi causado no Palácio do Planalto, já que o militar foi enfático ao expressar suas opiniões a respeito da grave crise moral que permeava a realidade do governo Temer. Durante a palestra, Mourão chegou a aventar a possibilidade de uma suposta "intervenção militar" no país, se o Poder Judiciário não atuasse, de modo a "frear" a corrupção no Brasil.

General Mourão segue 'firme' no cargo

O general Mourão segue ainda no cargo de secretário de Finanças e Economia do Exército, já que ainda não foi destituído de sua função, mesmo após a assinatura do decreto presidencial por parte de Michel Temer. Entretanto, no final do ano passado, mais propriamente no mês de dezembro, após a exoneração, o governo chegou a afirmar que o general Mourão seria adido na Secretaria-Geral do Exército, o que de fato, ainda não aconteceu. Já o militar substituto de Mourão no atual cargo, deverá tomar posse, assim que se concretizar a transição de posto.