O processo envolvendo o inquérito de condenação do ex-presidente da República [VIDEO] Luiz Inácio Lula da Silva já causa alvoroços e manifestações por parte das Cortes superiores ao Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), que é denominada como "Corte de Apelação"; o tribunal de segunda instância. Vale lembrar que o ex-presidente Lula foi condenado em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, magistrado que comanda a décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal da capital paranaense, Curitiba, e juiz titular que conduz a Operação Lava Jato [VIDEO], já considerada a maior operação anticorrupção na história contemporânea já realizada no Brasil, além do reconhecimento de ser uma das maiores operações que combatem o crime de "colarinho branco", já deflagradas em todo o mundo.

O petista foi condenado pelo juiz Sérgio Moro, a mais de nove anos e meio de prisão em regime fechado, sob acusação de ter angariado um imóvel de luxo tríplex, localizado na região litorânea do litoral sul do estado de São Paulo, na cidade de Guarujá. Entretanto, o processo do petista segue em andamento em segunda instância, no Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), sediado em Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul.

Manifestação em Corte superior ao TRF4

Já se encontra em discussão em Corte superior ao TRF4 (Tribunal Regional Federal da Quarta Região), um eventual condenação do ex-mandatário petista, em se tratando de comentários e manifestações ocorridas nos corredores do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Alguns ministros do STJ acreditam que um veredicto que se firme como negativo ao petista poderá ser considerado o "fim da linha" para Lula, principalmente, se os votos dos três desembargadores se confirmarem por um placar de 3 a 0.

Porém, se vier a se confirmar o placar elástico contra o ex-presidente Lula, o próprio Superior Tribunal de Justiça (STJ), se verá num posicionamento extremamente difícil, em relação à possibilidade de uma suposta concessão de liminar pela Corte, para que seja permitido ao petista ser levada adiante a sua candidatura à Presidência da República, no próximo pleito eleitoral deste ano.

Vale ressaltar que se confirmado o veredicto de 3 votos a 0 em segunda instância, no próximo dia 24 de janeiro no TRF4 de Porto Alegre, por unanimidade, faria com que o STJ prevalecesse na discussão relativa à suposta prisão de Lula e não a respeito de seu processo eleitoral. Entretanto, se o placar de votos no TRF4 se confirmar em 2 a 1, mais um recurso poderia ser apresentado pela defesa do petista, de modo que se protelasse a condenação definitiva, acarretando um certo fôlego ao ex-presidente. Há palpites entre os magistrados do STJ, de que o TRF4 evite a aceleração do processo, evitando o atropelamento da candidatura presidencial do ex-presidente petista.