Esta semana o presidente Michel Temer fará uma série de reuniões com líderes religiosos, antes de sua viagem à Davos, na Suíça [VIDEO]. O motivo das reuniões é óbvio: pedir votos pela reforma da Previdência.

Nessa segunda-feira (15), Temer recebeu o apóstolo e fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus, Valdemiro Santiago. Nesta terça-feira (16), Temer vai encontrar com o pastor José Wellington, presidente da Assembleia de Deus em São Paulo. Além dele, o ministro da Articulação Política de Temer, Carlos Marun, também foi chamado para reunião.

De acordo com a assessoria do presidente, Temer pediu um novo mapa de votos antes de viajar.

Além disso, ele pretende organizar todas as principais bancadas da base aliada na Câmara.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi orientado por Temer para que avance nas conversas com possíveis aliados. Maia já conversou com Valdemar Costa Neto, principal cacique do PR. Segundo informações do portal de notícias G1, Valdemar se disponibilizou a ajudar com os votos do Partido da República na Câmara.

Reforma da Previdência

A última versão da reforma da Previdência [VIDEO] foi apresentada pelo governo em novembro passado. Ela é menor do que a proposta apresentada anteriormente e apresenta um tempo mínimo de contribuição 10 anos a menos de trabalhadores para o INSS (Instituto Nacional de Seguro Social), além de poupar todos os trabalhadores rurais.

A proposta ainda está esperando por votação no Congresso.

Por se tratar de uma proposta que faz alterações na Constituição, ela só entrará em vigor após ser aprovada por, pelo menos, 308 deputados em dois turnos na Câmara, antes de seguir para o Senado.

Tempo para contribuir

O texto mantém uma contribuição mínima para a aposentadoria. No caso dos servidores públicos, de 25 anos, mas reduz para 15 anos no caso de servidores do INSS.

No entanto, quem se aposentar pelo INSS com o tempo de contribuição mínima de 15 anos só receberá 60% do valor do benefício. Para receber uma aposentadoria integral, o trabalhador deverá contribuir por 40 anos. A idade mínima para trabalhadores privados e servidores públicos também é diferente:

Trabalhador privado

  • Mulher: 62 anos
  • Homem: 65 anos

Servidor público

  • Mulher: 55 anos
  • Homem: 60 anos

Além dessas duas categorias, a regra também vale para professores, policiais e pessoas que trabalham em áreas nocivas à saúde.

Economia

O primeiro projeto apresentado pelo governo previa uma economia de gastos de R$ 800 bilhões em 10 anos. Contudo, a proposta enviada em maio do ano passado apresentava apenas 75% da discutida inicialmente com o Congresso.

Mas com todas as mudanças da nova proposta, caso ela seja aprovada, a economia passa a representar 60% da original, ou seja, de R$ 800 bilhões, a economia cai para R$ 480 bilhões, em uma década. A votação para a reforma da Previdência está prevista para ocorrer na segunda quinzena do mês que vem.