Na última sexta-feira de 2017, o Governo federal aumentou o empenho com relação às emendas que estavam paradas. Contudo, não conseguiu agraciar todos os aliados. Prova disso ocorreu quando o presidente da Câmara dos Deputados, o democrata Rodrigo Maia, precisou acionar o Palácio do Planalto para externar sua insatisfação.

Pelo visto, a relação de amizade entre o presidente da República, Michel Temer, e seu fiel aliado na Câmara anda meio estremecida.

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Segundo as últimas informações do colunista Gerson Camarotti, do portal de notícias G1, o peemedebista se comprometeu em liberar R$ 50 milhões em emendas a um grupo de deputados próximos do presidente da Casa, mas até o momento o combinado não foi chancelado.

Ocorre que apenas alguns dos envolvidos foram atendidos, gerando mal-estar e desconforto entre os parlamentares, que resolveram cobrar explicações a Rodrigo Maia.

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O presidente da Câmara teria utilizado de sua influência para atender os desejos de Temer.

De certa forma, a posição do Planalto e a reclamação de Maia trouxeram preocupação ao governo, pois a atitude foi considerada por alguns uma afronta. O presidente da Casa se manifestou, alertando Temer que talvez não fosse conseguir quórum suficiente para abrir sessão. Desta forma, sem os créditos suplementares, a votação agendada para o retorno do recesso parlamentar não acontecerá.

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Governo Michel Temer

Entenda o ocorrido

Quando o presidente da República foi denunciado pela segunda vez pela Procuradoria-Geral da República por supostos crimes, em setembro do ano passado, o Planalto consentiu generosos pedidos de liberação de emendas. Tudo isso com a finalidade de evitar a autorização para abertura do processo no STF (Supremo Tribunal Federal), além de conseguir aprovar as reformas trabalhista e da Previdência.

Prova disso ocorreu em outubro passado, quando o governo garantiu mais de R$ 800 milhões para as iniciativas de bancada, ou seja, deputados federais e senadores.

O compromisso resultou em um valor de 314% a mais do que o mesmo período de 2016, quando com a mesma finalidade o Planalto liberou o repasse de R$ 257,9 milhões do orçamento. Naquela época, mesmo com a liberação, o valor ficou muito abaixo do valor liberado quando Temer foi denunciado pela primeira vez.

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O presidente seria submetido ao crivo do Supremo Tribunal Federal se a Câmara dos Deputados não tivesse impedido o trâmite da denúncia em plenário. Como em um passe de mágica, em junho e julho do mesmo ano, cerca de R$ 2 bilhões a R$ 2,4 bilhões foram disponibilizados aos parlamentares de Maia. Todas as informações, segundo Camarotti, foram levantadas pela ONG Contas Abertas.

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