Uma atitude da presidente do Supremo Tribunal Federal (#STF), ministra #Cármen Lúcia, chegou a surpreender alguns ministros da Corte. Ela deixou bem claro que não deixará, em hipótese nenhuma, que o Supremo se apequene diante do processo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A pressão sobre a ministra era para que fosse colocado em pauta, em caráter urgente, um possível novo entendimento sobre a prisão após condenação em segunda instância. O ministro Marco Aurélio Mello, por exemplo, é um dos que estava exigindo uma decisão rápida da ministra. Lula poderia ser beneficiado por um novo entendimento da Corte, e a Operação Lava Jato poderia sofrer um duro baque.

Porém, um apoio forte deu sustentação a Cármen Lúcia [VIDEO]. #Militares deram o recado de que não aceitariam serem chefiados por um futuro presidente condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Os quartéis estavam fervendo, e o nome do general Antonio Hamilton Mourão sempre era lembrado como uma figura destemida que trouxe uma pressão maior contra os suspeitos de corrupção.

Cármen Lúcia precisava mostrar que o STF era maior do que a condenação de Lula e qualquer atitude errada poderia alterar os ânimos das Forças Armadas. Ela determinou que não colocaria em pauta no STF esse assunto da condenação em segunda instância e que a Corte não se dobraria diante de um caso específico, como do ex-presidente.

Militares

Conforme informações da coluna do jornalista Domingos Fraga, colunista do portal de notícias R7, militares não querem um Judiciário que beneficie Lula, mas exigem que ele seja julgado dentro da legalidade.

As Forças Armadas estariam atentas para que o caos não tome conta do país. Os diversos ataques dos petistas contra o Judiciário, demonstrando um tipo de desobediência civil, também está sendo monitorados pelos oficiais.

Para os militares, todos esses discursos de ódio dos defensores de Lula são apenas uma radicalização para atender um objetivo eleitoral.

Ministros em silêncio

Após a decisão da ministra, os seus colegas do Judiciário decidiram aguardar e não mais pressioná-la. Muitos ministros acreditam que o suspeito só deve ser preso após se esgotarem todos os recursos e esse assunto tem causado muito polêmica.

O ministro Gilmar Mendes pensa em mudar de posição, já que em 2016 votou a favor da prisão após condenação em segunda instância. Porém, Rosa Weber também poderia mudar de posicionamento e nem mesmo a Corte sabe qual seria o melhor entendimento nesse caso.

Uma coisa é certa, colocar esse assunto em evidência no momento poderia ser visto como uma forma de ajudar o ex-presidente Lula, que se agarra aos últimos recursos para não ser preso. A esperança do petista seria um decisão monocrática de algum ministro do STF [VIDEO] dando a ele um habeas corpus.