Organizado pelos militantes da Frente Brasil Popular (FBP) o financiamento apelidado por vaquinha já arrecadou R$ 79.000 reais e espera alcançar a meta de R$ 300.000 reais. O montante será revestido em movimentos articulados pelo Partido dos Trabalhadores (PT,) os quais atuarão na defesa do então, ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva [VIDEO], em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Com o julgamento marcado para o próximo dia 24/1, o petista, que se tornou réu em seis processos vinculados à Operação Lava Jato [VIDEO], reclamou perante a Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) sua sentença condenatória, com pena fixada em nove anos e seis meses de prisão, em decorrência do caso tríplex, no Guarujá.

Destaca-se que uma grande mobilização vem sendo planejada desde a publicação oficial da condenação de Lula. Os chamamentos têm sido rotineiros e são realizados pelas redes sociais por militantes apoiadores e integrantes do PT. A proposta é reunir o maior número de pessoas para, juntos, ocuparem as ruas de Porto Alegre, local em que o petista será julgado.

A essa altura, alguns manifestantes estão acampados na cidade gaúcha para se juntarem ao movimento, com duração de três dias consecutivos [VIDEO]que prometem muita agitação pelas ruas, alertou o Partido dos Trabalhadores, sustentando a condição de inocente para Lula. A programação ficou definida para os dias 22, 23 e 24 de janeiro com palanques e carros de sons, inclusive com a presença de vários artistas, juristas e militantes, os quais foram convidados exclusivamente para manifestarem o apoio fraterno ao petista, as informações são de autoria da revista Veja.

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A particularidade sobre a criação literal de um financiamento pela multidão, na verdade, uma espécie de modalidade a qual admite doações de qualquer valor ficou a cargo da petista Misiara Oliveira, ex-secretária de Santa Maria (RS). Misiara sofreu uma condenação pelo crime de improbidade administrativa em 2016, condenada pela 3ª turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Conforme disponibilizou a desembargadora Marga Inge Barth Tessler, naquela época, relatora do caso, a petista usufruiu de sua condição de pessoa pública para intentar o crime com intenção fraudulenta, ou seja, quando espontaneamente indicou uma organização governamental (ONG) fictícia. A mesma, intermediou a utilização de verbas pública com fins sociais.

Misiara, em 2005 era titular da Secretária de Assistência Social, na cidade de Santa Maria, quando informou a ONG Olympe, criada por ela, porém presidida pelo seu então marido, Marcelo Brettas, diretor responsável pela gestão da verba pública de cunho federal, direcionada a um projeto de inclusão social.