Após quatro anos de uma crise Política arrasadora, o eleitorado brasileiro voltará às urnas em 2018. Essa é uma das poucas certezas da política [VIDEO] nacional em 2018. As muitas manobras recentes embaralham totalmente o cenário da disputa presidencial.

A candidatura de Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece em primeiro lugar em todas as pesquisas já realizadas, com cerca de 30% das intenções de voto. Porém, a sua candidatura vai depender de um processo judicial ainda em andamento pelo caso do tríplex no Guarujá (SP). Mesmo que não seja impedido de concorrer, seu nome pode ficar vulnerável, caso obtenha um resultado desfavorável nos tribunais.

Segundo o cientista politico Carlos Melo, a situação das eleições são uma grande incógnita, pois nem mesmo o grid de largada está perto de uma definição, principalmente por causa da situação do ex-presidente. Em caso de Lula ser impedido de disputar as eleições, a preocupação de muitos é que ocorra um crescimento do radical deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que aparece em segundo lugar nas intenções de voto.

Para o analista Oliver Stuenkel, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), em caso de sentença desfavorável ao petista, os seus votos podem ser distribuídos para vários outros candidatos, aumentando as chances de eleição de Bolsonaro. Contudo, o Oliver Stuenkel não acredita que o parlamentar consiga êxito na eleição. Um candidato que promova ideias centristas, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), terá grandes chances de sair vencedor na disputa.

Mesmo Congresso

Com constantes ‘’ataques’’ da Operação Lava Jato, o Congresso Nacional se viu ameaçado, mas conseguiu realizar manobras que, mesmo sem poder contar com dinheiro de empresas para suas campanhas, deverão conseguir reeleição no pleito de 2018. Uma das principais manobras feitas pelos congressistas foi na diminuição do tempo de campanha, que desfavorecerá candidatos novatos, beneficiando quem já for mais conhecido no cenário político.

Também foi criado um fundo eleitoral com valores na casa dos bilhões, que irá distribuir grandes quantidades de dinheiro para os partidos detentores de bancadas na Câmara Federal.

O adeus de Temer

O presidente Michel Temer [VIDEO] chega ao seu último ano de mandato com poucas de suas promessas realizadas e com uma aprovação que ficou entre 3% e 6% durante todo o seu período no poder. Desde que assumiu a presidência no ano de 2016, o Congresso aprovou duas notáveis reformas em âmbito nacional, que foram a reforma das leis trabalhistas e a reforma do teto de gastos.

Mas outras reformas importantes para o governo de Temer ainda não conseguiram aprovação e estão longe de conseguir, como é o caso das mudanças na Previdência. Segundo especialistas, essa reforma não deve ser aprovada, mesmo que em uma versão mais leve.

Com tempo apertado para aprovar suas reformas devido ao calendário politico de 2018, o governo deverá mudar de foco. A recuperação da economia deverá ser o fator principal de 2018. Segundo a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), a economia brasileira deverá ter um crescimento de 2% este ano, superior aos 0,9% de 2017.

Contudo, esses números provavelmente não serão suficientes para tirar a falta de popularidade do governo Temer, que não deverá passar dos 6% de aprovação até o fim do seu mandato, de acordo com especialistas.