Acredita-se que, com #Lula candidato, toda a discussão estaria voltada para a pessoa do ex-presidente, o que significaria uma campanha polarizada, onde os assuntos realmente relevantes e os temas importantes para o Brasil seriam deixados de lado e o bom andamento da campanha eleitoral estaria comprometido.

A saída de Lula da disputa tranquiliza tanto os demais concorrentes quanto a população e, nesse caso, não se discute se Lula seria ou não um bom presidente e sim, a pacificação das eleições presidenciais de 2018.

Com Lula candidato [VIDEO], o constante jogo de acusações certamente se intensificaria e o principal discurso de Lula seria acusar os adversários de fazer uso de discursos enganosos e de perseguição política, mesmo por que, na atual posição em que se encontra, não seria mais possível abandonar esse discurso.

É lógico afirmar que um eventual substituto de Lula para concorrer às eleições presidenciais não irá causar a mesma revolta, mesmo herdando o seu discurso, e cada candidato terá abertura para demonstrar propostas mais claras, sem o discurso de guerra; uma nova fase na vida política do Brasil.

Com Bolsonaro na liderança, o que pesa contra ou a seu favor?

Atualmente, sem Lula, o candidato Jair #bolsonaro (PSC-RJ), aparece nas pesquisas liderando em todos os cenários na corrida eleitoral, com 20% das intenções de voto (no primeiro turno), apesar de o partido pelo qual se candidatou ser considerado uma sigla sem expressão. Abre-se então a discussão do que poderia prejudicar ou beneficiar o candidato, na sua atual projeção.

Recursos

Os recursos do fundo [VIDEO]partidário de Bolsonaro são menos que 1%.

Dos R$ 63 milhões do fundo partidário distribuídos às legendas, seu partido recebeu, aproximadamente, R$ 538 mil, enquanto o PT (Partido dos Trabalhadores) recebeu R$ 8,4 milhões.

Alianças

As alianças além de proporcionar mais fundos para a campanha, garantem maior estrutura e projeção, e aumentam o tempo de propaganda na televisão, e o poder de fogo do candidato que, até o momento, faz falta a Bolsonaro.

Militância

Apesar de faltar a Bolsonaro uma militância ativa, há muitos simpatizantes entusiasmados e um singelo número de simpatizantes. Sendo assim, sua pequena, mas engajada militância, compensa a falta de número. A falta de tempo para fazer a sua propaganda eleitoral na TV, dessa forma, é compensada no sucesso que faz nas redes sociais e principalmente entre os mais jovens.

Discurso moderado

Bolsonaro sempre foi apontado como candidato radical, mas ultimamente tem adotado postura e discursos moderados em seus pronunciamentos, o que conta muito a seu favor, e a rejeição pública à política também beneficia a sua candidatura.

Geraldo Alckmin teme a aliança de Bolsonaro com ruralistas

O setor agropecuário hoje emprega diretamente em sua cadeia produtiva 5,5 milhões de pessoas, aproximadamente. Parece pouco em número, mas cada um desses empregados tem famílias grandes, e sua capacidade de influência pode alcançar até cinco vezes mais o número de eleitores.

Fato é que uma grande parcela dos agropecuários são partidários do candidato Bolsonaro, o que preocupa os organizadores da campanha presidencial de Geraldo Alckmin. O PSDB, (Partido Social do Brasil) legenda do atual governador do estado de São Paulo, detêm apoio histórico do setor, o que justifica a preocupação com tal mudança, pois apoio do setor do agronegócio tem impacto significativo a qualquer candidato.

Os organizadores da campanha de Alckmin acreditam que o sucesso de Bolsonaro, que fala o que o povo quer ouvir, está em seu discurso de combate a criminalidade, e que o governador de São Paulo terá de engrossar o seu discurso, para tentar recuperar terreno. #eleicoes2018