Nesta próxima quinta-feira, 1° de março, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) marcou o julgamento do habeas corpus imposto pela defesa do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Conforme decisão em segunda instância, Lula foi condenado a 12 anos e um mês de cadeia [VIDEO], se tornando inelegível para as eleições presidenciais de 2018 e com o grave risco de ir para a prisão. A defesa do petista tenta todos os recursos disponíveis antes que o ex-presidente seja surpreendido pelo camburão da Polícia Federal.

Em janeiro, o petista já tinha levado uma negativa do presidente do tribunal, Humberto Martins, que durante o recesso do judiciário rejeitou a liminar da defesa de Lula.

Agora, o ministro Felix Fischer solicitou a análise do pedido nesta terça-feira, 27 de fevereiro. Ao que tudo indica, os recursos estão se esgotando e a prisão de Lula poderá ocorrer em breve. A decisão que será dada sobre o habeas corpus sinalizará uma ''surpresa'' na vida do ex-presidente. O petista nunca admitiu que cometeu algum crime e sua defesa diz que Lula é um ''perseguido político''.

Em decisão dada pelo juiz federal Sérgio Moro, no âmbito das investigações da Lava Jato em Curitiba, Paraná, Lula foi condenado em 9 anos e seis meses de cadeia. O caso foi enviado para os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Leandro Paulsen, Victor Laus e João Pedro Gebran Neto chegaram à conclusão de que o petista deve ser condenado e ainda aumentaram a sentença dada por Moro.

O medo de Lula

Conforme entendimento do ministro Humberto Martins, poderá ocorrer a prisão após condenação em segunda instância. A defesa de Lula tenta evitar que isso ocorra de qualquer forma. A medida foi tomada em 2016 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que definiu que poderá ocorrer prisão logo após decisão de magistrados em segunda instância.

Entre vários recursos, Lula também espera uma resposta do STF, com a esperança de barrar a possível prisão. A presidente e ministra Cármen Lúcia é quem definirá a dada do julgamento. No último dia 9 de fevereiro, o relator da Lava Jato no Supremo, Edson Fachin, negou a liminar apresentada pela defesa de Lula sobre o habeas corpus, porém mandou o caso ao plenário da Corte. Os onze ministros que compõem a Corte definirão o resultado que atingirá em cheio Lula.

Lula foi condenado sobre o caso tríplex, no qual o ex-presidente foi atribuído como o verdadeiro dono do imóvel. O MPF [VIDEO] alega que Lula ganhou o imóvel através de propinas vindas de empreiteiras.