Nesta terça-feira (20), o juiz federal paranaense, Sérgio Moro, enviou uma manifestação ao desembargador João Pedro Gebran Neto do Tribunal Regional Federal da 4° Região, sobre um pedido protocolado pelo compadre do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o advogado Roberto Teixeira.

Teixeira havia pedido a Moro para que ele fosse excluído do processo do sítio de Atibaia, que o Ministério Público Federal credita ser de Lula. Segundo o advogado, ele alegou que está sendo julgado por ações dos seus trabalhos de advocacia e isso não é correto na visão da Justiça.

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Porém, de acordo com a denúncia feita pelo MPF, Roberto Teixeira seria o responsável em elaborar um contrato fraudulento e emitir notas fiscais frias para "esconder" o papel da construtora Odebrecht na reforma do sítio.

O advogado e compadre de Lula também agiu para tentar justificar com as notas frias que o proprietário do sítio não é o Lula e sim, Fernando Bittar, filho do ex-prefeito de Campinas, Jacob Bittar, que, inclusive, é amigo do ex-presidente.

As informações desse contrato fraudulento praticado por Teixeira foram reveladas na delação de Emyr Costa, engenheiro da Odebrecht. Um outro ponto de grande importância no depoimento de Costa, foi quando ele comentou que as notas fiscais apreendidas pelos agentes federais na casa de Lula, são as mesmas que ele entregou ao compadre do ex-presidente.

Palavras de Moro

Sérgio Moro [VIDEO] explicou em sua manifestação ao TRF-4, que Teixeira não está sendo acusado pelas suas atividades de advocacia, mas sim, por documentos envoltos de fraude.

De acordo com o magistrado, o caso está sendo apurado e só mais para frente pode se chegar a conclusão se Teixeira cometeu crime ou não.

Ainda conforme palavras do juiz, se a denúncia do MPF estiver correta, o advogado cometeu atos irregulares na advocacia, numa tentativa de acobertar benefícios de propina para agentes públicos.

Outras denúncias

Roberto Teixeira ainda é alvo de outras denúncias. Ele é acusado pela Lava Jato do Paraná de suposta propina da Odebrecht a Lula [VIDEO]. A construtora teria dado ao ex-presidente um terreno para a construção do Instituto Lula. Além disso, está envolvido junto com esse terreno, um apartamento vizinho à residência do petista, na cidade de São Bernardo do Campo.

Segundo os procuradores, Teixeira intermediou todos os negócios fraudulentos e conquistou vantagens indevidas ao ex-presidente Lula.