O pedido feito ao presidente Michel Temer pelo governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB), de intervenção federal no estado foi aceito. Segundo Pezão, a situação estava insustentável e somente havendo uma integração entre estado e governo federal seria possível conter os avanços do crime organizado, que possui armamento de guerra.

O Palácio do Planalto busca tirar proveito da intervenção federal para recuperar imagem do presidente, tão desgastada, chegando a 73% de reprovação.

Temer é o presidente com o maior índice de rejeição da história do Brasil desde o fim da ditadura militar, em 1985.

Pesquisas realizadas a pedido do governo apontam ainda que a prioridade da população atualmente é a segurança pública.

Críticas à intervenção

Uma intervenção federal realizada às pressas, sem qualquer planejamento e sem um objetivo claro poderá, inclusive, gerar mais gastos aos cofres públicos, afirmou a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que fez duras críticas à decisão.

Ela afirma que a medida não deveria ser unilateral e deveria envolver parlamentares e não apenas a Presidência da República.

A ministra do Supremo Tribunal Militar Maria Elizabeth Rocha afirmou que os militares não podem ser culpados pelo possível insucesso da intervenção no Rio, pois eles estão subordinados ao poder civil, os militares receberam uma missão e estão engajados em executar com perfeição.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Michel Temer

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou em entrevista que a intervenção é uma maneira do atual presidente tentar a reeleição e que a desistência da reforma da Previdência Social não tem haver com isso, mas, sim, as pesquisas.

Pacote de projetos na Câmara

Embalados pela aprovação da intervenção federal, alguns projetos seguem na Câmara Federal, entre os quais visam facilitar o porte de armas.

A proposta pertence a deputados da chamada Bancada da Bala.

Pela proposta, os interessados não devem ter antecedentes criminais, necessitam ainda realizar o curso de tiro e passar por exame psicotécnico. Pelas regras atuais, quem deseja obter a licença tem que comprovar sua real necessidade. Com a mudança na lei, essa exigência ficaria extinta.

Para o deputado Alberto Fraga (DEM-DF), possível relator do projeto, apenas policiais deveriam poder circular com armas pelas ruas.

Porém, ele não abre mão de que todo cidadão tenha o direito de ter em casa um revólver ou pistola

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que deseja realizar a votação na próxima semana.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo