O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conheceu um grande pesadelo em sua vida, que foi a Operação Lava Jato, com responsabilidade do juiz federal Sérgio Moro. Foi nessa operação que foram deflagrados esquemas criminosos e o petista acabou sendo condenado a 12 anos e 1 mês de prisão com a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

O general da Brigada, Paulo Chagas, é um grande crítico de Lula e em vários momentos posta nas redes sociais a sua indignação e revolta com os crimes cometidos pelo partido de Lula e pelo próprio ex-presidente.

Nesta terça-feira (13), ele postou um vídeo antigo onde Lula [VIDEO] fala com muita convicção sobre o seu desejo para que o Brasil seja passado a limpo e se torne um país decente.

O estranho nisso tudo é que o desejo de Lula foi realizado por Sérgio Moro e o sonho do petista acabou se tornando um pesadelo.

Na gravação, Lula estava concedendo entrevista ao Programa Roda Viva da TV Cultura, em novembro de 2005. Num dos trechos ele cita que o povo brasileiro tem que aproveitar que ele está na Presidência para fazer as denúncias contra os corruptos. Ele ressaltou que todas elas serão apuradas.

Lula afirma acreditar num país passado a limpo e deu como exemplo a Operação Mãos Limpas que aconteceu na Itália. O petista talvez não imaginava que a Operação da Itália foi um exemplo para que Sérgio Moro começasse a Lava Jato.

Nesse programa, Lula se mostrava responsável por toda a corrupção que acontecia em seu Governo. Era o auge do Mensalão. A Lava Jato foi inspirada na Operação italiana e o sonho do petista, ou talvez seu pesadelo, foi realizado.

Veja o vídeo postado pelo general e que alcançou vários compartilhamentos:

Habeas corpus

Lula tenta de todas as formas se precaver de um possível mandado de prisão. Para isso, contratou para reforçar seu quadro de advogados, um ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Sepúlveda Pertence.

O novo advogado conseguiu que o ministro da Corte, Edson Fachin, enviasse aos outros 11 ministros o pedido de habeas corpus do petista. O argumento utilizado por Fachin é que o envio da questão para o Plenário seria importante já que há muitos entendimentos diferentes dos ministros a cerca da prisão após condenação em segunda instância.

Cármen Lúcia

A presidente da STF, ministra Cármen Lúcia, afirmou que não pretende colocar em julgamento esse possível novo entendimento, já que o Supremo não pode alterar a sua jurisprudência por um caso específico. Talvez, esse seria um recado da ministra ao ex-presidente Lula.