Um dos advogados mais próximos ao ex-presidente da República [VIDEO], Luiz Inácio Lula da Silva, Roberto Teixeira, se expressou por meio de sua própria defesa, em relação ao processo em que o mesmo está envolvido, juntamente com o ex-mandatário petista, relacionado à propriedade do sítio localizado na cidade de Atibaia, interior do estado de São Paulo e que é atribuído ao ex-presidente Lula, de acordo com as investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Vale, no entanto, lembrar que o ex-presidente Lula é réu neste processo respectivo, além de já ter sido condenado no âmbito da Operação Lava Jato, em se tratando do processo que relata a aquisição do apartamento de luxo tríplex, situado à região costeira da cidade de Guarujá, litoral sul do estado de São Paulo.

O petista foi condenado pelo juiz Sérgio Moro, com base em práticas criminosas de "colarinho branco", cuja sentença foi confirmada no Tribunal de segunda instância, ou seja, no Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, que através dos votos unânimes de três desembargadores federais da Corte de Apelação, sentenciaram que após esgotados os recursos pendentes a serem apresentados pela defesa de Lula, o mesmo poderá ter sua prisão em regime fechado, decretada para cumprimento de uma pena superior a doze anos de cadeia.

Novo processo é um 'complicador'

A possibilidade de que possa ocorrer uma nova condenação ao ex-presidente Lula, baseada no inquérito que apura irregularidades, inclusive, a partir da disponibilização de recursos ilícitos que culminaram na obtenção do sítio de Atibaia, além da já condenação em relação ao apartamento tríplex, passa a ter uma nova etapa que tende a causar ainda mais problemas ao ex-mandatário petista.

O compadre de Lula, por meio de sua defesa, decidiu recorrer ao Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), para que o mesmo possa ser excluído da ação penal que investiga a propriedade do sítio de Atibaia. Vale ressaltar que o advogado Roberto Teixeira tornou-se réu por crimes relacionados à lavagem de dinheiro, com base na participação dele nas reformas implementadas no sítio em questão.

O TRF4 de Porto Alegre é a Corte que faz análise e revisão das sentenças proferidas pelo juiz Sérgio Moro, em primeira instância, no âmbito das investigações da Operação Lava Jato, que é considerada uma das maiores operações anticorrupção já deflagradas no Brasil e no mundo, tendo o magistrado paranaense como o titular da décima terceira Vara Criminal Federal da Justiça de Curitiba, no estado do Paraná.

Segundo a defesa de Teixeira, em sua solicitação encaminhada ao TRF4, o processo que apura o sítio de Atibaia estaria imputando ao advogado, "condutas praticadas no regular exercício profissional da advocacia, apenas e exclusivamente".

Os defensores de Roberto Teixeira foram ainda mais longe, ao afirmarem que o mesmo "não teria aderido à maquinação criminosa, já que não teria atravessado fronteiras consideradas proibidas".