Michel Temer [VIDEO] ainda avalia a possibilidade de se lançar candidato à Presidência da República na eleição de outubro, mesmo com os índices de rejeição recordes que convive e mínima chance de vencer o pleito. A avaliação do Planalto e do MDB [VIDEO] é a de que o governo precisa lançar um candidato próprio para fazer a defesa durante os ataques dos outros candidatos. Porém, uma outra questão deve ser um transtorno para Michel Temer antes mesmo da campanha: a Lei da Ficha Limpa

Temer foi condenado em 2016 por doações ilegais na campanha de 2014. Caso decida mesmo ser candidato, terá que enfrentar a Justiça Eleitoral para validar seu nome.

Olhando apenas por esse espectro, a condenação de Temer estaria englobada na Lei da Ficha Limpa, o que o impediria de se tornar elegível a qualquer cargo por oito anos.

Temer foi condenado por ter doado R$ 100 mil as campanhas dos deputados Alceu Moreira e Darcísio Perondi, ambos do MDB do Rio Grande do Sul. Pela legislação vigente em 2014,Temer só poderia doar 10% do que foi declarado no Imposto de Renda do ano anterior, ou seja, R$ 83,9 mil. Como a diferença é de pouco mais de R$ 16 mil, juristas ouvidos pelo UOL disseram que Temer estaria isento da Lei, pois o montante doado a mais não causou uma discrepância na eleição.

Após condenado, Temer admitiu o "equívoco" e pagou uma multa cinco vezes maior do que o valor doado ilegalmente.