A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou ao Supremo Tribunal Federal [VIDEO], nesta terça-feira (20), documentos do acordo com a Justiça de dois delatores e, segundo as informações, a delação irá atingir dois emedebistas poderosos no meio político: Renan Calheiros e Jader Barbalho.

Conforme informações dos sites 'O Antagonista" e "Valor", a delação dos empresários Bruno Luz e Jorge Luz trazem fatos surpreendentes que envolvem os senadores do MDB.

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Jorge Luz, em sua delação, citou fraudes que envolvem benefícios ilícitos a Renan, Jader e ao deputado federal Aníbal Gomes. Esses documentos enviados por Dodge podem mexer com a cúpula do partido.

Em outubro do ano passado, o juiz federal Sérgio Moro condenou os lobistas Jorge e Bruno Luz, pai e filho, por corrupção e lavagem de dinheiro.

Intermediação

Na época, Moro afirmou que Jorge e Bruno foram os responsáveis em intermediar propina milionária para caciques do PMDB, no caso agora, MDB. Contratos fraudulentos foram descobertos e envolveram a empresa Samsung Heavy Industries, que seria encarregada de construir dois navios-sonda para a Petrobras.

De acordo com o juiz, Jorge atuava como se a corrupção fosse um emprego. Ele era destinado a movimentar vantagens indevidas para poderosos da política e do empresariado.

Em julho, ao prestar depoimento a Moro, pai e filho comentaram quais eram os políticos envolvidos nas irregularidades e que foram beneficiados com propina. Foram citados o ex-presidente do Senado, Renan Calheiros, o ex-ministro de Minas e Energia, Silas Roundeau, do MDB, além do senador Jader Barbalho e do deputado federal Aníbal Gomes.

Em troca de toda essa propina, os caciques do MDB dariam apoio aos ex-diretores da Petrobras, Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa.

Mais envolvimentos

Os delatores Alberto Youssef e Carlos Alexandre de Souza Rocha também afirmaram que entregaram propina de R$ 2 milhões ao senador Renan Calheiros, por meio da empreiteira OAS, para que as investigações de corrupção no Congresso fossem abafadas.

O inquérito está sendo investigado pela Polícia Federal (PF). Por determinação do ministro Edson Fachin [VIDEO], foi prorrogado por mais 60 dias.

A PF pediu para que os investigadores da Operação Lava Jato fornecessem os relatórios sobre as estações de rádio-base, que seria um equipamento que faz interligação entre os celulares dos delatores com as companhias telefônicas.