Nome desconhecido por boa parte do público eleitoral, Manuela D’Ávila é a pré-candidata à Presidência da República pelo PCdoB e será a primeira vez que concorrerá sem a coligação com PT. O partido terá uma possibilidade de aumentar seu espaço e diminuir a polarização com os velhos nomes que estão tentando se equilibrar no momento, como PT e PSDB.

Manuela, de 36 anos, tentará dialogar com os jovens e alguns que desejam mudança em nosso país, com ideais diferentes dos velhos nomes como do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), Marina Silva (Rede) e possivelmente o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

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A deputada estadual do Rio Grande do Sul explica que não rompeu com o PT, mas era um desejo antigo do partido lançar sua candidatura à presidência. O PCdoB quer mudanças. Contudo, entende que, por ora, apoiar o Partido dos Trabalhadores não é visto com bons olhos.

História e ideias defendidas

Manuela se tornou a mais jovem vereadora eleita em 2004 na cidade de Porto Alegre (RS). Exerceu no período de 2007 a 2014 o cargo de deputada federal e em 2015 assumiu o cargo de deputada estadual.

Manuela buscou o direito de amamentar em lugares públicos, entretanto, sofreu críticas após sua exposição com sua filha. Porém, garante que sabe lidar com quem acredita que ela esteja errada para tal atitude.

A maior preocupação da pré-candidata é abrir a cabeça os jovens para um novo ideal, uma nova forma de governar capaz de trazer a segurança necessária para a população. Essa ideia será, segundo ela, discutida mais adiante para que a sociedade possa a entender melhor suas propostas.

Uma das ideias defendidas por Manuela é uma maior liberdade para as mulheres, assim como LGBTs, além do combate à violência urbana.

A deputada é uma das defensoras da Lei Maria do Rosário em referência à frase usada por Jair Bolsonaro sobre estupro.

A jovem deputada garante que uma maior liberdade na corrida da presidência poderá fazer com que os jovens, pessoas conservadoras e de outros ideais tenham mais espaço. Porém, com o devido respeito mútuo para que não tenha, segundo ela, aquele verdadeiro discurso de ódio.

A deputada garante que não houve qualquer ruptura com seu principal aliado, o PT. Entretanto, há uma boa discussão para novas perspectivas de crescimento para o Brasil e entende que são necessárias mudanças no atual cenário político. Por isso, não quer fazer nenhuma coligação, para que a imagem do partido não fique desgastada como a de Lula.