A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, está vivendo uma grande pressão em seus trabalhos, mas possui um apoio muito forte que vem da Terra, do Ar e do Mar.

Ministros da Segunda Turma da Corte, Edson Fachin, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello, juntamente com o apoio de Dias Toffoli e Gilmar Mendes, estão apontando uma necessidade urgente da ministra colocar na pauta do Supremo o julgamento para um possível novo entendimento sobre a prisão após condenação em segunda instância.

O grande problema nisso tudo é que uma mudança da jurisprudência da Corte, nesse momento, poderia ser vista pela sociedade como uma forma do STF tentar ajudar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a não ir para a cadeia.

A ministra já informou que o STF [VIDEO] não pode se "apequenar' diante de um caso específico e deixou claro para a defesa de Lula, numa forma indireta, que não pretende colocar esse assunto em pauta, pelo menos nos próximos meses.

Colegas de trabalho da ministra tentam constrangê-la dizendo que a situação é extremamente delicada e que ela precisa agir diante de controvérsias que estão surgindo entre os ministros sobre esse tema.

Apoio especial

Conforme informações do site "O Antagonista, a ministra estaria sendo apoiada pelas Forças Armadas. Isso tudo porque generais já avisaram que não aceitam, em hipótese nenhuma, serem comandados por um Chefe Supremo condenado pela Justiça.

O temor dos Militares é que a Corte tenha atitude política e decida beneficiar Lula ao tentar revisar a Lei da Ficha Limpa e favorecer a sua candidatura à Presidente da República.

Os oficiais também defendem que não seja alterado o entendimento da Corte sobre a prisão após sentença da segunda instância, pois livraria muitos corruptos da cadeia e seria um retrocesso para a Operação Lava Jato.

Forte declaração

Cármen Lúcia [VIDEO]deu uma forte declaração durante um jantar com jornalistas e empresários, ocorrido no final de janeiro desse ano. Ela avisou que em 2009 foi voto vencido sobre a prisão após condenação em segunda instância. Em 2016, ela ressaltou que foi voto vencedor. Por essa razão, não tem sentido entrar na pauta esse tema, ainda mais frente uma crise política enorme e uma grande desconfiança da população com a Corte.

Em relação a Lei da Ficha Limpa, Cármen também frisou que será muito difícil mudar o entendimento dessa legislação. Para ela, o tema já "está muito pacificado".