A defesa do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), comandada pelo advogado Cristiano Zanin, não ficou nada satisfeita com o desfecho dado pelo juiz federal Sergio Moro, de Curitiba, Paraná, sobre acusações envolvendo a ex-primeira-dama Marisa Letícia, morta em 3 de fevereiro de 2017.

Após o falecimento da mulher de Lula, em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC), Sergio Moro colocou como extinto acusações referentes a Marisa, mas não decretou absolvição sumária.

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Cristiano Zanin entrou com um pedido para que a ex-primeira-dama seja colocada como inocente das acusações e tenha a absolvição devido seu falecimento.

A decisão dada por Sergio Moro [VIDEO] deixou no ar se as acusações indicariam culpa ou inocência, apenas colocando como extinto o processo.

Em um pedido enviado ao Tribunal Regional Federal da 4° Região, em Porto Alegre (RS), que já havia decretado a condenação de Lula em 12 anos e um mês de cadeia, advogados de Lula entraram como o pedido considerado constrangedor.

A desembargadora e vice-presidente do tribunal, Maria de Fátima Freitas Labarràre [VIDEO], avaliou que não seria possível dar absolvição sumária a falecida, impossibilitando que o caso seja levado a outras instâncias como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF). Maria Labarràre concluiu que não houve divergências jurisprudenciais.

O argumento dado por Cristiano Zanin se baseia que a extinção da punibilidade não é suficiente, pois ainda assim agregaria um juízo negativo em desrespeito à falecida mulher de Lula. A absolvição sumária tiraria essa imagem nada positiva de Marisa Letícia.

A ex-petista se atrelou em processos de Lula em relação às propinas recebidas de empreiteiras através de um tríplex localizado no litoral de São Paulo, Guarujá. Lula foi condenado em segunda instância nesse caso e corre o risco de ir para a prisão.

Além do mais, o ex-presidente também poderá ficar inelegível nas eleições presidenciais deste ano. Lula é acusado de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, organização criminosa, entre tantos outros. O petista responde a diversos processos na Justiça.

Após a decisão sobre o tríplex no Guarujá, o juiz Sergio Moro começa a analisar investigações a respeito do sítio de Atibaia, no interior de São Paulo, no qual Lula é acusado de ser o verdadeiro dono do imóvel recebido através de trâmites ilegais com empreiteiras.