O coordenador da força-tarefa das investigações da Operação Lava Jato, o procurador do Ministério Público Federal (MPF) Deltan Dallagnol, deu declarações, através da sua conta no Twitter, nesta terça-feira, 20 de fevereiro. Conforme a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro vem causando grande polêmica [VIDEO]no Brasil, o procurador resolveu dar uma opinião avassaladora sobre o caso.

Acontece na Justiça um entrave sobre o uso de forças policiais em operações de busca e apreensão no Estado do Rio de Janeiro durante o período da intervenção, que irá até o dia 31 de dezembro de 2018. Dallagnol foi enfático e disse que, se é possível fazer buscas e apreensões em favelas do Rio, então por que não fazer dentro do Congresso Nacional?

Dallagnol explica que há muito mais suspeitas dentro do Congresso do que dentro das favelas brasileiras, e que o certo seria a polícia ousar e entrar de vez no campo dos políticos para descobrir ilegalidades.

O procurador afirmou que, se comparar a população das favelas com os políticos que circulam o Congresso, a evidência de crimes seria muito maior no Parlamento, pois nas favelas existem ainda muitas famílias inocentes, vítimas da falta de recursos e empregos do Rio de Janeiro.

Deltan Dallagnol

O procurador da Lava Jato já foi alvo de polêmicas envolvendo o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Conforme o andamento das investigações e denúncias, Lula chegou a abrir um processo contra o procurador após uma apresentação feita em um Power Point.

Recentemente, Dallagnol parabenizou a atuação dos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4° região, responsáveis por julgar a sentença de Lula [VIDEO] em segunda instância e que ampliaram a penas do ex-presidente para 12 anos e um mês de cadeia.

O coordenador da força-tarefa da Lava Jato afirmou que os magistrados agiram de forma ''firme, imparcial e técnica''.

Lula foi condenado pelo crime de corrupção e lavagem de dinheiro a respeito de um tríplex localizado no litoral de São Paulo, Guarujá. O julgamento ocorreu após decisão do juiz federal Sergio Moro, que já havia condenado Lula em 9 anos e seis meses de prisão, porém mandou o caso para segunda instância, cabendo a outros juízes julgarem o caso.

Lula enfatiza que é ''vítima'' de uma armação envolvendo o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e o juiz Sergio Moro, considerando uma ''perseguição política''. Até hoje, Lula nunca admitiu que cometeu algum crime.