A intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro está sendo vista com grande polêmica. Devido à calamidade na segurança pública da cidade, a incapacidade dos governantes e o alto índice de criminalidade, foi preciso evitar que o Estado se deteriorasse admitindo uma urgente ajuda do governo [VIDEO] federal.

No ano passado, o ministro da Justiça Torquato Jardim, havia dado uma declaração polêmica envolvendo deputados estaduais. Hoje, as afirmações do ministro atingiram o presidente da República, Michel Temer, fazendo com que ele assinasse o decreto para que forças de segurança máxima entrem na conhecida ''Cidade Maravilhosa''.

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Torquato deixou claro que havia deputados estaduais suspeitos que estariam financiando o crime organizado no Rio, dentro da Polícia Militar.

A declaração de Torquato soou com grande insatisfação pela classe da polícia e houve até protestos do governador Pezão.

Hoje, ao que tudo indica, as afirmações do ministro da Justiça estavam certas e o Governo federal tenta agir para, pelo menos, minimizar os efeitos na população carioca.

Mudanças irão acontecer sob o comando do general Braga Netto, ele assumirá o comando da Polícia Militar do Rio até o dia 31 de dezembro deste ano. Netto poderá colocar quem ele desejar para assumir toda a PM. Planos estratégicos estão sendo formados e a intervenção federal será dividida em etapas.

O presidente Michel Temer se mostrava resistente quanto à intervenção, porém toda vez que crimes aconteciam e a situação do Rio piorava, ele era lembrado no Palácio do Planalto até então tomar a decisão. No entanto, Temer afastou a possibilidade de decretar Estado de Defesa e Estado de Sítio. Caso a intervenção federal falhar, as Forças Armadas iriam partir para outras soluções.

O presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira, declarou que os valores necessários para a realização da intervenção no Rio já estão liberados. No entanto, não declarou qual é este valor. Rebatendo críticas da oposição [VIDEO], Eunício afirmou que foram apresentados os dados para justificar uma edição feita no decreto, porém admitiu que é preciso ainda mais ''transparência''.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles também já se manifestou nesta segunda-feira, 19 de fevereiro, sobre o dinheiro destinado à intervenção. Não foi tirada a possibilidade do governo captar recursos de outras áreas para serem utilizados no Rio de Janeiro. O orçamento das Forças Armadas também seria reforçado já que estarão atuando no Rio,