O deputado federal pelo PSD de Santa Catarina, João Rodrigues, foi detido pela Polícia Federal, na manhã desta quinta-feira (8), no aeroporto de Guarulhos, São Paulo, após tentar entrar no Paraguai. O político foi barrado, pois seu nome constava no banco de dados da Interpol.

João Rodrigues foi condenado a 5 anos e 3 meses de detenção em regime aberto, acusado de cometer crime ambiental e lei de licitações, enquanto foi prefeito de um município interiorano de Santa Catariana. O mandado de prisão determinando o início de cumprimento da pena foi expedido no início desta semana pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal.

Deputado federal é preso em aeroporto de Guarulhos depois de tentar entrar no Paraguai

Rodrigues estava nos Estados Unidos e alterou o destino final de sua passagem, sinalizando que não voltaria para o Brasil.

Temendo a prescrição da execução da pena, que ocorreria na segunda-feira, 12 de fevereiro, a Policia Federal alertou o presidente da 1ª Turma do STF, Alexandre de Moraes, que autorizou que o nome do deputado fosse incluído no banco de dados da Interpol.

Com isso, ao desembarcar no país vizinho, João Rodrigues foi impedido de entrar em Assunção, sendo detido pela polícia internacional e encaminhado num voo direto para Guarulhos, onde foi preso pelos agentes da polícia federal.

Situação envolvendo deputado deixa Supremo Tribunal Federal em alerta em caso envolvendo Lula

O fato que envolveu a inclusão do nome do deputado federal João Rodrigues, preso na manhã desta quinta-feira, lançou um alerta ao STF em relação ao caso envolvendo o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que, recentemente, foi condenado em segunda instância pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, por unanimidade, pelos desembargadores da 8ª.

Turma do Tribunal Regional Federal da 4a. Região, em Porto Alegre. A pena do ex-presidente foi fixada em 12 anos e 1 mês de prisão em regime fechado

Os defensores legais de Lula tentam, de todas as maneiras, evitar que a sentença de Lula seja colocada em prática assim que todos os recursos a que o ex-presidente tem direito para tentar provar sua inocência sejam julgados. Os mesmos, inclusive, já recorreram ao Supremo Tribunal Federal e ao Supremo Tribunal de Justiça para reverter esse entendimento, ou seja, para ampliar o prazo da execução da pena.

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