O ex-ministro do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Antônio Palocci Filho, se deparou com uma situação inusitada, durante todo o tempo em que o petista permanece detido em Curitiba, no âmbito das investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato [VIDEO], da Polícia Federal, que é considerada a maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea do país e uma das maiores já deflagradas em todo o mundo.

A Lava Jato é conduzida magistralmente pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal Federal da Justiça do estado do Paraná, com sede na capital Curitiba. O ex-ministro petista Antônio Palocci fez uma descoberta de alta relevância e que teria se passado durante o período do mandato da ex-presidente da República, Dilma Vana Rousseff.

A revelação que acabou vindo à tona, se refere ao papel desempenhado pelo ex-ministro da Fazenda do governo Dilma, Guido Mantega.

Motivo de demissão

O ex-ministro Antônio Palocci descobriu um dos principais motivos que resultou em sua demissão, em se tratando do período em que foi ministro de Estado, durante a administração petista de Dilma Rousseff. Palocci descobriu que foi o ex-ministro Guido Mantega quem teria permitido um vazamento de uma lista de clientes de sua consultoria, o que culminou a disponibilização dessa mesma lista respectiva à imprensa, como parte de uma ação orquestrada pelo ex-ministro Mantega. Tudo isso teve como desfecho, a demissão de Antonio Palocci, do cargo de ministro, no governo Dilma Rousseff.

A situação do ex-ministro, no entanto, continua extremamente "complicada" juntamente à Justiça.

Sua defesa solicitou recentemente, ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO] e relator da Operação Lava Jato na Suprema Corte, Luiz Edson Fachin, para que possa liberar junto ao Plenário, a análise referente ao seu pedido de liberdade. Vale ressaltar que a solicitação para análise de um habeas corpus impetrado pela defesa do ex-ministro petista, estava prevista para meados de novembro do ano passado. Porém, a própria defesa de Palocci requisitou que esse pedido fosse suspenso posteriormente.

Um dos principais argumentos da defesa de Palocci, em razão de um novo pedido de soltura, se refere ao tempo em que o petista encontra-se preso, a partir de setembro de 2016, cuja prisão decretada ocorre há mais de nove meses de detenção, antes mesmo de sua condenação. A defesa considera que este seria considerado um longo tempo de prisão preventiva, já que o caso do ex-ministro ainda não teria sido julgado no Tribunal de segunda instância, em relação às acusações de crimes ocorridos com referência ao mega escândalo de corrupção da Petrobras.