Uma disciplina oferecida pela Universidade de Brasília (UNB) gerou uma discussão polêmica entre a ex-presidente Dilma Rousseff, afastada em 2016 por meio de um processo de impeachment, e o atual Ministro da Educação, Mendonça Filho. O cerne causador da questão foi o fato da universidade estar oferecendo a disciplina ''O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil'' como parte do cronograma de ensino do curso de graduação em Ciência Política.

Confira o programa da disciplina oferecida pelo UNB.

Mendonça Filho questionou a legitimidade da UNB oferecer uma disciplina que, segundo ele, seria tendenciosa e estaria colocando uma universidade pública a serviço dos interesses do Partido dos Trabalhadores (PT), partido da ex-presidente Dilma Rousseff e também do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado em 2ª instância a 12 anos e 1 mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Pelo Twitter, os dois travaram uma discussão acerca do tema. Para Dilma, caso o Ministério Público Federal acate o pedido de suspensão que será impetrado pelo Ministério da Educação contra o oferecimento da disciplina, isso seria o que ela definiu como ''aprofundamento do arbítrio e da censura''. Já Mendonça Filho rebateu o comentário da petista, questionando se ela defenderia o oferecimento de uma disciplina intitulada "O PT, o petrolão e o colapso econômico do Brasil".

Confira abaixo o conteúdo dos tuítes postados acerca do tema.

Mendonça Filho declarou que serão acionados contra a disciplina a Advocacia-Geral da União (AGU), o Tribunal de Contas da União (TCU), a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal (MPF).

Professor titular de disciplina sobre o golpe se posiciona acerca da polêmica

Luís Felipe Miguel, professor titular da disciplina facultativa ''O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil'', oferecida pelo curso de graduação em Ciência Política da Universidade de Brasília, declarou em seu perfil pessoal do Facebook que o conteúdo da disciplina não difere do que tem se discutido sobre o Brasil atual.

Segundo ele, as razões do ''golpe'' tem sido foco de discussões com estudantes e colegas da universidade, bem como com a sociedade civil.

Para o Ministério da Educação, disciplina sobre o ''golpe'' tem como objetivo a militância partidária

A ação contrária impetrada pelo MEC contra a disciplina oferecida na Universidade de Brasília tem como propósito evitar que se use um espaço de educação pública, que é mantida com recursos públicos, para fazer a chamada militância partidária, em benefício de um partido político específico, neste caso, o Partido dos Trabalhadores.

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