A Procuradora-Geral da República Raquel Dodge, compareceu nesta última quinta-feira, 1° de fevereiro, em uma sessão no Supremo Tribunal Federal (STF) que teve a presença do presidente da República Michel Temer, da ministra e presidente do Supremo Cármen Lúcia, o presidente do Senado Eunício Oliveira, o presidente da Câmara Rodrigo Maia e dentre outras autoridades, como os ministros Torquato Jardim e Grace Mendonça.

O objetivo do encontro entre magistrados e políticos foi tratar de um tema muito polêmico, principalmente agora que o ex-presidente Lula foi condenado em 12 anos e um mês pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal, da 4° Região.

A discussão foi sobre a prisão após condenação em segunda instância.

Em meados de 2016, o STF já discutiu e fez votação sobre o tema, os ministros decidiram que deve ocorrer a prisão logo após uma sentença [VIDEO] dada em segunda instância, porém o caso de Lula trouxe à tona novamente o tema que está mobilizando as autoridades.

Ao iniciar seu discurso, Raquel Dodge afirmou que a Procuradoria teria feito grandes coisas, porém há muito ainda o que fazer, como tratar de problemas crônicos que rondam a instituição. Dodge deixou claro que a Procuradoria procura agir de forma total, para que a Justiça seja bem feita e distribuída, alertando que uma sentença criminal deva ser cumprida após duplo grau de jurisdição. A procuradora afirma que o objetivo é evitar a impunidade.

Quem também fez um discurso tenso, mostrando ser a favor da prisão após condenação em segunda instância, foi a presidente do STF Cármen Lúcia.

A ministra enfatizou que seria possível recorrer de uma decisão judicial, porém não descartá-la. Cármen diz que descumprir uma Lei seria algo que contamina e compromete o ambiente, tirando a credibilidade do Judiciário.

Após prisão de Lula

Raquel Dodge disse, durante discurso, que o objetivo da Lei é fazer com que criminosos paguem pelos seus erros. A prisão após condenação em segunda instância, tira a ''sensação de impunidade''. Após Lula ser condenado [VIDEO] e afirmar que está sofrendo uma ''perseguição política'', o debate sobre condenação em segunda instância mexeu com o Judiciário. Tanto Dodge como Cármen Lúcia já deixaram claro que compactuam com a ideia de uma sentença condenatória e reafirmam que a Lei deverá ser cumprida dentro dos parâmetros estabelecidos.

Dodge também avaliou que o Brasil vive um momento de desconforto devido a tantos casos de corrupção e violência.