O prefeito de São Paulo, João Doria [VIDEO] (PSDB), e o deputado federal, Jair Bolsonaro [VIDEO] (PSC-RJ), por algum período no ano passado, tinham pretensões iguais para as Eleições de 2018: Presidência da República. Porém, após muita articulação e uma queda vertiginosa de popularidade, Doria viu seu sonho se esvaindo. Já Bolsonaro segue em sua toada atrás de apoio em alas minoritárias, já que dinheiro, tempo de propaganda e apoio político lhe faltam.

Depois do PSDB cortar suas asinhas e emplacar Geraldo Alckmin como pré-candidato à Presidência da República, João Doria se viu obrigado a duas opções: continuar seu mandato como prefeito de São Paulo ou entrar na disputada para governador do estado, substituindo Alckmin.

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Segundo o jornal 'Estadão', Doria escolheu a segunda opção.

O "gestor" já estaria articulando e procurando apoio à sua candidatura. Inicialmente, a aproximação aconteceu com o PSD, agora, Doria mira o DEM.

O prefeito de São Paulo estaria fazendo as tratativas com Rodrigo Maia, presidente da Câmara e possível pré-candidato à Presidência da República pelo DEM, e ACM Neto (DEM), prefeito de Salvador.

Briga por datas

João Doria deseja que as prévias do PSDB para definir o candidato oficial do partido ao governo ocorram o mais rápido possível, o primeiro turno no dia 11 de março e o segundo dia 18. Dessa forma, Doria já saberia se deveria ou não entregar o cargo de prefeito caso vá disputar o pleito governamental. Segundo a legislação eleitoral, os políticos que forem concorrer nas eleições desse ano devem renunciar até o dia 7 abril. A reunião que vai definir as datas das prévias tucanas está marcada para o dia 5 de março.

História

Vale lembar que o PSDB vence o pleito governamental no estado de São Paulo desde 1994, quando Mario Covas assumiu.

De lá para cá, apenas durante alguns meses (entre 31 de março de 2006 e 1º de janeiro de 2007) o governador de São Paulo não era tucano. Nesse período, Cláudio Lembo, do antigo PFL, atual Democratas, vice-governador, assumiu o Palácio dos Bandeirantes, após a renúncia de Alckmin, que saiu para disputar a Presidência da República.

Sonho presidencial

A vida de Jair Bolsonaro é um pouco mais complicada no quesito articulação. Prestes a se filiar a um partido pequeno, PSL, o deputado tem enorme dificuldade em conseguir apoio de outros partidos e criar uma coligação forte que lhe permita tempo de exposição nas propagandas eleitorais. A estratégia do parlamentar é arregimentar um apoio suprapartidário de deputados de diversos partidos que por ventura queiram lhe apoiar.

O partido nanico que Bolsonaro vai se filiar em março, quando abre o período de trocas, tem apenas três deputados. Para piorar a situação, dois deles já comunicaram que sairão da sigla com a chegada de Bolsonaro.

"Bancada Bolsonaro"

Segundo o UOL, um grupo de 42 deputados participam de reuniões fechadas com o deputado pré-candidato à Presidência.

Desses, apenas 22 apoiam abertamente sua candidatura. Mesmo que não consiga levá-los ao PSL, o objetivo de Bolsonaro é se aproximar de parlamentares que defendem suas bandeiras extremistas. Alberto Fraga (DEM-DF) é um desses exemplos. Ambos estudaram juntos no curso na Escola Superior de Aperfeiçoamento de Oficiais, na década de 60.

A bancada evangélica também deve ser um alvo de Bolsonaro, mas ainda não houve diálogo. Os evangélico até o momento se mostraram neutros com os nomes dos pré-candidatos à Presidência da República. Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) criticou as reuniões feitas por Bolsonaro.

"Ele tem feito reuniões com parlamentares, mas não partidárias. Política se faz com diálogo. Se não dialogar, ele inviabiliza a candidatura".