No ano de 2009, Dilma Rousseff (PT) estava como ministra da Casa Civil do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Brasil vivia um momento de alegria por ter sido confirmado como país sede da Copa do Mundo de 2014. Foi então que a então ministra, depois de analisar a situação econômica do País, decidiu fazer um pronunciamento e garantir, para todos os brasileiros, principalmente para os cariocas e paulistas, que até 2014 Rio de Janeiro e São Paulo estariam usufruindo de um trem-bala, que sairia da capital carioca e teria como destino a cidade de Campinas.

Como todos sabem, o tempo se passou, já se está em 2018, e nem mesmo na gestão de Dilma, que depois foi eleita presidente da República duas vezes, não cumpriu com o prometido. [VIDEO] Além disso, a petista também explicou para os jornalistas que acompanhavam o pronunciamento da então ministra da Casa Civil, que os investimentos para as construções e reformas dos estádios que seriam sedes dos jogos da Copa do Mundo de 2014, estariam recebendo investimentos da iniciativa privada.

Ou seja, ela contou que o projeto era não ter verba pública na construção dos estádios. Mais uma vez, Dilma acabou atropelando o que ela própria garantiu e o Brasil se viu em uma grande maré de corrupção envolvendo o dinheiro público [VIDEO], a construção e reforma de 10 dos 12 estádios usados no torneio mundial de futebol.

São 10 as arenas investigadas por supostos desvios de dinheiro público

Atualmente a Fonte Nova, em Salvador, o Maracanã, no Rio de Janeiro; a Arena Corinthians, em São Paulo; o Mané Garrincha, localizado no Distrito Federal; o Mineirão, em Belo Horizonte, Minas Gerais; a Arena das Dunas, em Natal, no Rio Grande do Norte; a Arena Pernambuco, em Recife (PE); ,a Arena Pantanal, em Cuiabá, no Mato Grosso; a Arena Amazonas, em Manaus (AM); e a Arena Castelão, em Fortaleza, no Ceará, estão sendo investigadas na Operação Cartão Vermelho.

A ação que investiga o investimento de mais de 8 bilhões de reais investidos nesses estádios com o uso de recursos públicos. [VIDEO]

De todas as arenas erguidas com o dinheiro público, apenas duas estão isentas da investigação da Operação Cartão Vermelho – a Arena Beira-Rio, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e a Arena da Baixada, em Curitiba, no Paraná. Ambas foram construídas pela iniciativa privada. As outras dez restantes, com exceção da Arena do Corinthians, ao contrário do que Dilma Rousseff tinha garantido ainda em 2009, todas tiveram o investimento do dinheiro público em suas construções e reformas.

A Arena do Corinthians é um caso de suposta corrupção à parte

Com relação à Arena do Corinthians, o estádio não é público, pertence ao clube. No entanto, houve um suposto investimento indevido do dinheiro público, através do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que a Arena do Corinthians terá que responder na Operação Cartão Vermelho.

Os planos de Dilma, em 2009, estavam presentes, também em um programa chamado “Programa de Aceleração do Crescimento”, o PAC, que era um dos modelos do governo brasileiro da época em termos de mobilidade urbana e construção pública.