Em 2016, a surpreendente vitória de Donald Trump sobre Hillary Clinton nas eleições presidenciais dos EUA levou a uma onda de denúncias e teorias da conspiração de que o republicano teria recebido apoio – ilegal – da Rússia durante sua campanha eleitoral.

Colaboradores próximos a Trump foram acusados de entrar em contato com representantes do Estado russo e meios de comunicação da Rússia foram praticamente perseguidos por supostamente influenciar o resultado das eleições estadunidenses. Investigações sobre a alegada interferência russa nas eleições ainda estão em andamento e há mais de um ano a imprensa americana levanta novas suspeitas semanalmente.

Embora ainda não tenham sido encontradas provas concretas de tal influência russa, isso é tratado como fato inquestionável pelo establishment norte-americano.

Porém, uma autora afirma que a situação pode se inverter com as próximas eleições presidenciais na Rússia, em março, que deverão manter o atual mandatário, Vladimir Putin, à frente do país. Como ele é considerado atualmente o “inimigo público número um” da política externa dos EUA, já estariam ocorrendo tentativas de minar sua reeleição [VIDEO].

Segundo a jornalista e pesquisadora independente, Grete Mautner, os EUA estão financiando [VIDEO] “propaganda anti-Putin” em sites russos para desacreditar a candidatura do atual presidente ou incentivar os cidadãos do país eurasiático a boicotarem as eleições.

Além desses sites, Mautner afirma que a mídia internacional também tem feito uma cobertura tendenciosa e parcial do processo eleitoral na Rússia, veiculando apenas discursos contrários a Putin.

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Essa cruzada anti-Putin seria liderada pelas rádios estadunidenses Voice of America e Radio Free Europe – ambas com escritórios e correspondentes em dezenas de países e com programação diária em diversas línguas. É sabido e reconhecido publicamente que parte do financiamento dessas duas rádios públicas dos EUA vem diretamente da Agência Central de Inteligência (CIA).

A VOA e a RFE encabeçam “o total assalto propagandístico contra a Rússia”, escreve a pesquisadora alemã na revista digital New Eastern Outlook. Ela acusa os jornalistas dessas rádios de manipularem a popularidade de Putin ao afirmarem que o apoio ao presidente russo é obtido por formas ilegais.

Segundo a última pesquisa de intenção de voto, divulgada em 12 de janeiro Centro Russo de Pesquisa de Opinião Pública, Putin tem o apoio de 81% dos eleitores que pretendem votar nas próximas eleições. Na segunda posição está o comunista Pavel Grudinin (7,6%) e o liberal Vladimir Zhirinovsky (4,2%) vem em terceiro.

De acordo com a agência de notícias Tass, o atual presidente, que disputará a reeleição como candidato independente, já obteve mais de 400 mil assinaturas das 300 mil necessárias para que sua candidatura seja validada pelos órgãos eleitorais.

“Contudo, aqueles jornalistas ocidentais preferem ignorar todos esses fatos, uma vez que eles têm sido pagos com adiantamento para distribuir panfletos antirrussos”, critica a analista.