Uma decisão da Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge [VIDEO], de sugerir ao Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO] a revisão da Lei da Anistia, para que Militares torturadores fossem processados, provocou uma forte reação no Exército Brasileiro. Dodge queria que o STF anulasse o perdão dado aos policiais e militares que praticaram supostas torturas durante o regime militar.

Em seu site, as Forças Armadas escreveram um artigo com o seguinte título: "O Mistério da Lava Jato". Nesse artigo, o Exército ataca duramente o Ministério Público Federal (MPF) diante de uma informação fornecida pela força-tarefa da Lava Jato, ressaltando que as chaves que acessavam o MyWebDay da Odebrecht foram perdidas.

De acordo com o artigo, o software MyWebDay continha informações preciosas relacionadas com os depoimentos de delatores da Odebrecht. O conteúdo havia sido enviado dos servidores da Suíça para o Brasil em agosto de 2017. Os procuradores da República seriam os únicos responsáveis em analisar os dados, já que o MPF não queria, em hipótese nenhuma, que a Polícia Federal (PF) tomasse a frente dos processos. O MPF queria exclusividade para que nada vazasse.

A surpresa

Conforme informações do site do Exército, muitos membros da PF não concordavam que o conteúdo do material ficasse apenas com os procuradores. Um dos motivos é que os executivos da Odebrecht exigiam em seu acordo que a PF não explorasse os dados para não comprometer as colaborações com a Justiça.

O juiz federal Sérgio Moro decidiu que o sistema fosse periciado pela PF, mas a grande surpresa veio.

O conteúdo do MyWebDay não pode ser verificado já que se perderam as chaves de acesso. Um erro do MPF foi não ter testado essa informação quando tudo chegou até as mãos dos procuradores. Segundo o artigo, a preocupação do MPF era apenas em não perder a frente do processo diante da PF.

Descaso

No site do exército foi criticada a forma como o MPF age diante das colaborações. Foi um verdadeiro descaso o que houve. Se o acesso tivesse sido decifrado no começo muitas provas surgiriam, mas não foi isso o que aconteceu.

Conforme conclusão das Forças Armadas [VIDEO], se o conteúdo codificado do software integra o acordo de leniência da Odebrecht, há um sério problema a resolver entre o acordo firmado com a construtora e o Estado brasileiro.

Foram muitos benefícios oferecidos aos executivos da Odebrecht, mas sem acesso ao conteúdo isso não adianta em nada.