Os militares brasileiros ainda enfrentam uma pedra no sapato, que acabou sendo recolocada por Raquel Dodge, Procuradora-Geral da República. [VIDEO] Tudo porque a representante da alta magistratura do país sugeriu que a Lei da Anistia fosse revogada. Com isso, militares que participaram do Regime Militar poderiam ser processados e até condenados por conta do que ocorreu durante o período político. O Exército brasileiro não gostou nem um pouco da decisão e usou o seu site para alfinetar a procuradora e a principal investigação que existe no país, a Lava Jato [VIDEO], tudo por conta de um suposto mistério que atingiu a apuração.

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Raquel Dodge sugere mudar Lei da Anistia e militares se revoltam

Após o período militar, com a redemocratização, tanto os crimes cometidos por militares, como também os civis, desde que tivessem relação com o período político, foram perdoados.

Ainda assim, muitos movimentos tentam encontrar uma forma de punição aos representantes das Forças Armadas que, nas décadas em que houve a chamada 'ditadura', teriam cometido ações como tortura.

Exército lembra episódio de sumiço de chaves de investigação sobre Odebrecht, após pedido de Raquel Dodge

O Exército, por sua vez, publicou um texto em seu site com o título 'O Mistério da Lava Jata'. Nas linhas, as Forças armadas atacam o Ministério Público. Isso porque, durante a investigação da operação contra a corrupção no Brasil, as chaves do chamado 'MyWebDay', que continham informações da empreiteira Odebrecht, foram misteriosamente perdidas.

O conteúdo estava sob a posse dos investigadores brasileiros desde agosto do ano passado. O Ministério Público se complicou com a apuração, especialmente porque a Polícia Federal queria dar auxílio na apuração.

No entanto, os dados preciosos, que poderiam encontrar novos crimes, foram completamente perdidos.

Ação de Raquel Dodge fez militares pisarem em seu calo, no Ministério Público

Conforme informações do site do Exército, pessoas que estavam em torno na investigação queriam também a participação da PF no caso, o que não veio a acontecer. Nem mesmo o pedido do juiz federal Sérgio Moro, tentando fazer com que a apuração ficasse a cargo também da Polícia Federal, foi aceito.

Em grupos do Facebook, militares criticam a procuradora e o Ministério Público piamente. "Ela pagará caro por isso", disse um internauta ao falar sobre o tema. Em tempo: os rumores de que Sérgio Moro pode deixar a investigação da Lava Jato aumentam. O próprio magistrado já deu algumas entrevistas falando no desejo de encontrar algo novo para fazer da sua vida. A decisão pode ser dada, no entanto, apenas após as eleições presidenciais desse ano, que prometem ser uma das mais movimentadas de toda a história, tendo embates com nomes como o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do deputado federal Jair Bolsonaro.