Uma situação "tensa" entre as Forças Armadas brasileiras acabou proporcionando um "clima pesado", principalmente, entre as cúpulas da Aeronáutica e do Exército. O principal motivo que levou à existência de um "atrito" entre representantes das duas Forças, com a participação da Marinha do Brasil, se deve à nomeação do general Joaquim Silva e Luna, pelo presidente da República [VIDEO] Michel Temer, em relação ao comando do Ministério da Defesa [VIDEO]do país, após a criação do Ministério da Segurança Pública.

Vale ressaltar que o atual mandatário do país escolheu para o comando da pasta supracitada, um general de alta patente do Exército brasileiro, o que acabou não sendo muito bem visto pela alta cúpula da Força Aérea.

Embora a nomeação do general do Exército, Joaquim Silva e Luna, para o comando do Ministério da Defesa, não tenha agradado a setores do alto comando da Força Aérea Brasileira, a escolha acabou sendo muito bem aceita pelo Exército e também pela cúpula da Marinha do Brasil.

Comandante máximo do Exército se manifesta

O general Eduardo Villas Bôas, que é o comandante-máximo do Exército brasileiro, decidiu se pronunciar a respeito da polêmica causada pela escolha de um general de alta patente para um ministério do Governo do presidente Michel Temer. Nesse caso, em relação à escolha do general Luna para o Ministério da Defesa. A resposta do general Eduardo Villas Bôas foi enfática e contundente em relação ao assunto "espinhoso". Villas Bôas afirmou que é totalmente "descabida" qualquer tipo de preocupação a respeito da escolha de um general para o ministério supracitado.

Vale lembrar que o general Joaquim Silva e Luna é o primeiro militar a estar no comando da Defesa, desde a criação do ministério em meados do ano de 1999. Em uma entrevista exclusiva, logo após a posse de Raul Jungmann, como novo ministro da Segurança Pública, Villas Bôas afirmou que "o cargo de ministro da Defesa é um cargo civil que agora é ocupado por um militar, porém, a atual preocupação diria que é totalmente descabida, já que continua o controle civil sobre a estrutura militar, de modo natural".

Já em relação à situação da intervenção federal implementada no estado do Rio de Janeiro, o comandante-máximo do Exército brasileiro foi categórico, ao afirmar que o período de nove meses para a intervenção na segurança pública do Rio, seria algo "insuficiente", para atingir as causas estruturais da violência. O militar foi enfático ao dizer que "a intervenção federal é um trabalho que deverá certamente necessitar de um prosseguimento, com a criação do Ministério da Segurança Pública, já que condições estruturais estariam sendo promovidas para que isso venha a acontecer".