Um dos mais respeitados militares da Reserva do Exército brasileiro [VIDEO], general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, se manifestou, de modo contundente, durante realização de entrevista exclusiva, a respeito de todo o processo desencadeado após a deflagração da intervenção federal decretada no estado do Rio de Janeiro, cujas forças de segurança do estado, além das Forças Armadas, estarão sob o comando do general Walter Braga Netto.

Vale ressaltar que o general Augusto Heleno é considerado o primeiro comandante brasileiro das tropas disponibilizadas para atuação em benefício de uma missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), durante os período que compreendiam os meses de junho de 2004 e setembro de 2005, em um dos países mais pobres e problemáticos do continente americano; o Haiti.

O general Augusto Heleno discorreu a respeito de um tema extremamente complexo e "espinhoso"; a situação de violência enfrentada pelo estado do Rio de Janeiro, que também se propaga para diversos estados do Brasil. O militar da Reserva se referiu às dificuldades com as quais as Forças Armadas irão se deparar, como por exemplo, um terreno difícil com uma população muitas vezes refém, além do enfrentamento das forças legais contra criminosos muito bem armados. Um dos principais interlocutores do general Heleno, trata-se do interventor federal Braga Netto, nomeado pelo presidente da República [VIDEO], Michel Temer.

Regras de engajamento

Vale lembrar que a situação do Rio de Janeiro está longe da normalidade, conforme revelado pelo general Augusto Heleno. O militar foi enfático ao firmar que para que a intervenção federal venha, de fato, a funcionar no estado, deve-se primar pela regra de engajamento ou flexibilidade, como também mobilidade de tropas especializadas.

Heleno ressalta que embora pareça que as regras de engajamento sejam violentas, não são, já que o adversário é extremamente violento.Essas regras se referem à liberdade que o militar possui para agir, diante de determinada situação de gravidade, como por exemplo, um enfrentamento direto com criminosos.

Entretanto, ao ser indagado sobre afirmação dada pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, de que o Exército não teria "poder de polícia" no Rio de Janeiro, o general Augusto Heleno prontamente respondeu, de modo contundente. O general afirmou que essa situação traçada pelo ministro da Defesa, seria algo considerado "surreal", já que,, segundo Heleno, não haveria como chamar uma força para atuar na segurança pública, sem que ela tenha poder de polícia.

O general concluiu que a própria Constituição Federal da República deixa bem claro que é dado direito à qualquer cidadão poder prender alguém que esteja em flagrante delito e que quando se retrata sobre o poder de polícia, verifica-se uma situação muito mais do poder de investigar, o que, além de tudo, o decreto da intervenção federal é muito mais forte do que os decretos da Garantia da Lei e da Ordem.