Um dos mais célebres e respeitados militares da Reserva do Exército Brasileiro [VIDEO], general Augusto Heleno, concedeu entrevista ao jornalista Cláudio Dantas, do site "O Antagonista".

Durante a realização de sua entrevista, o general Augusto Heleno, militar da Reserva, foi contundente ao afirmar que a intervenção federal no Rio estaria enfrentando um lobby considerado extremamente poderoso que se faz presente em defesa dos criminosos, sejam eles narcotraficantes ou milicianos.

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Segundo o militar, trata-se da vitimização desses criminosos, como parte de ações de grupos ligados aos direitos humanos. Entretanto, o militar foi enfático ao relatar que "seria totalmente a favor da política de direitos humanos, como algo altamente louvável, desde que os contemplados sejam os humanos direitos".

Augusto Heleno foi ainda mais longe em suas críticas ao papel desempenhado por esses grupos, ao afirmar em sua análise que "não se pode contemplar humanos que não sejam direitos e que isso seria uma verdadeira deturpação ideológica, ao fazer com que bandidos apareça, como pobrezinhos que tenham sido vítimas da sociedade". O militar da Reserva acredita também que essa suposta "vitimização" de criminosos por parte de segmentos dos direitos humanos estaria ocasionando uma "ruptura social em que o bandido acaba se tornando o bacana".

Ao fazer uma comparação a respeito da situação enfrentada pelos militares do Exército na força-tarefa da corporação designada para o Haiti, em relação ao atual momento do Rio de Janeiro, Heleno disse que no país caribenho "não havia uma situação predominante de crime organizado, nem mesmo penitenciárias comandando ações criminosas, mas sim facções, embora, não com a mesma capacidade do crime verificado no Rio de Janeiro".

Com a consolidação do processo de intervenção federal [VIDEO]no estado do Rio de Janeiro, possíveis mudanças estarão passíveis de serem analisadas, inclusive, em relação ao papel que as Forças Armadas deverão desempenhar, apesar de todas as dificuldades que virão à tona, inclusive, com a possibilidade de fortes enfrentamentos entre as forças militares e os criminosos.

General

Vale ressaltar que o general das Forças Armadas, Augusto Heleno, foi o primeiro comandante militar da Organização das Nações Unidas (ONU), em relação às forças militares brasileiras que foram responsáveis por ações que visavam estabelecer a paz, a lei e a ordem em um dos países mais pobres da América Latina, o Haiti.