O general da Reserva do Exército Brasileiro [VIDEO], Augusto Heleno, se pronunciou durante entrevista concedida à imprensa a respeito de um dos temas mais "espinhosos" da atualidade; o combate ao crime organizado por parte das Forças Armadas, já que o poder público estadual não consegue manter a garantia da lei e da ordem no Rio de Janeiro. Com a aprovação tanto na Câmara dos Deputados, quanto no Senado Federal, torna-se essencial que as Forças Armadas possam atuar de modo eficaz no combate à violência, com o propósito de desmantelar organizações criminosas presentes na realidade carioca e brasileira. Vale lembrar que o Governo do presidente Michel Temer decidiu combater a violência no estado do Rio com a decretação da intervenção federal [VIDEO].

O general Augusto Heleno é reconhecido no meio militar como o primeiro comandante da missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), ao desempenhar tarefa considerada extremamente bem-sucedida por soldados brasileiros no Haiti, um dos mais pobres países da América Latina. Entretanto, segundo o próprio general, a situação enfrentada pela Segurança Pública do estado do Rio de Janeiro seria muito mais complicada do que no outro País.

Um das mais recentes polêmicas, após a aprovação da intervenção federal no Rio, sob o comando do general Walter Braga Netto, trata-se da possibilidade de se aplicar mandados de busca e apreensão individuais ou coletivos no terreno a ser verificado pelos militares. Uma das soluções aventadas pelo general Augusto Heleno em relação a isso seria levar juízes para as operações deflagradas pelas Forças Armadas, durante o período em que ocorra a intervenção federal no estado fluminense.

Combate ao crime organizado

Uma das medidas mais drásticas defendidas pelo general da Reserva do Exército Brasileiro é que o Poder Judiciário possa dar respaldo as ações que sejam consideradas mais enérgicas no combate ao crime, como a autorização para que o militar possa atirar para matar, ao se deparar com criminosos que estejam fazendo uso de fuzis. Essa autorização teria sido expressada durante o trabalho realizado pela missão brasileira de paz no Haiti, conforme autorização da ONU.

Entretanto, há um novo episódio que pode acarretar ainda mais polêmica, em se tratando de como será feita a intervenção no Rio. De acordo com o pensamento expressado pelo general Augusto Heleno, uma das principais medidas que poderiam ser implementadas pelo Exército, para que pudesse coibir o roubo de cargas no Rio de Janeiro, seria a utilização de atiradores de elite, de modo que pudessem disparar a distância contra ladrões de carga que viessem a render motoristas, desde que não haja risco de se atingir um inocente durante a realização da ação. Heleno foi contundente ao afirmar que se "ele tiver um sniper (atirador de elite), faria um trabalho muito bem feito e criaria respeito pela força legal".