Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO], Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso, têm protagonizado episódios de verdadeiros "embates" na mais alta instância do Poder Judiciário do país. Recentemente, devido às decisões proferidas por este ou aquele magistrado, muitas vezes, através de votos antagônicos entre os mesmos, as discussões acabaram levantando grandes "polêmicas", durante as ásperas trocas de farpas ocorridas no decorrer dos meses na Suprema Corte brasileira.

Entretanto, em um dos mais recentes casos protagonizados pelos magistrados supracitados, um deles, neste caso, o ministro Gilmar Mendes, se referiu de modo pejorativo em relação ao seu colega de Plenário.

Durante entrevista concedida à jornalista Andréia Sadi, no canal a cabo de notícias "GloboNews", afirmou que o ministro Luís Roberto Barroso fala da malinha, da rodinha, sendo que ele deveria, na verdade, suspender a própria língua.

Os "ataques" proferidos pelo ministro Gilmar Mendes, durante a realização da entrevista à imprensa das Organizações Globo [VIDEO], foram ainda mais longes, quando o magistrado se referiu à procuradora-geral da República e chefe do Ministério Público Federal, Raquel Dodge. Em relação à procuradora-geral, Gilmar Mendes fez uma dura crítica à sua atuação, mesmo se referindo como amigo de Dodge, ao questionar o motivo dela não fazer nada com os procuradores que ficam falando e por ela não suspendê-los, já que eles palpitam sobre tudo, em alusão ao papel desempenhado por procuradores da Operação Lava Jato, que se expressam em críticas contundentes em relação ao papel desempenhado por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Gilmar Mendes sai em defesa do presidente Michel Temer

O ministro Gilmar Mendes tem se demonstrado ser um dos principais aliados do presidente da República, Michel Temer, como verificado em diversas manifestações do magistrado, tanto em julgamentos no Plenário da Suprema Corte, quanto em entrevistas concedidas à imprensa. Nesta quarta-feira (28) em seu blog nas redes sociais, Mendes afirmou que estaria ocorrendo uma discussão a respeito de investigações relacionadas por crimes que tenham ocorrido antes que o mandatário do país se tornasse presidente, após a deflagração do processo de impeachment da petista Dilma Rousseff.

Gilmar Mendes denota que existiram dois lados em relação à questão específica: se o presidente poderia ou não ser investigado sobre crimes que tenham ocorrido anteriormente ao seu mandato presidencial. Segundo o magistrado, faria sentido que Temer não seja sequer investigado, já que não acarretaria perturbação e daria uma imunidade ao presidente, em se tratando, de fatos anteriores.

Vale ressaltar que na noite desta terça-feira (27), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, decidiu solicitar ao Supremo tribunal Federal (STF), que inclua o presidente da República em um inquérito que investiga o repasse ilegal de cerca de R$ 10 milhões oriundos da empreiteira Odebrecht ao PMDB, durante a realização de um jantar em 2014.