Com a aprovação na Câmara dos Deputados do decreto que autoriza a intervenção federal [VIDEO] no estado do Rio de Janeiro, foi confirmado a suspensão da votação da reforma da Previdência [VIDEO], uma das principais bandeiras do Governo liderado por Michel Temer (MDB). As informações foram veiculadas pela Agência Brasil

Devido à intervenção na área de segurança pública do estado fluminense, o Congresso não poderá votar nenhuma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) durante o período de vigência da ação político-militar.

Com isso em mente, ministros e representantes do governo apresentaram na noite desta segunda-feira, dia 19, os 15 pontos considerados partes da pauta prioritária que o governo deseja colocar em ação durante o decorrer de 2018.

Entre as ações que pretendem ser colocadas em prática pelo governo e pela base aliada estão a autonomia do Banco Central, a privatização da Eletrobras, o programa de recuperação e melhoria empresarial de estatais e a reforma do PIS/COFINS, entre outros. A lista completa neste link.

Governo pode retomar votação da Reforma da Previdência após as eleições

Apesar de ver o desejo de votar a reforma da previdência Social já neste mês ser adiado, o governo ainda não desistiu da medida. Segundo o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, a reforma pode voltar a ser debatida em outubro, após as eleições.

Para conseguir votar a PEC da reforma durante a intervenção político-militar, o governo poderia realizar uma manobra de suspensão temporária da intervenção, que seria retomada imediatamente após a votação.

A oposição acusa o governo de usar a intervenção como manobra política para conseguir o tempo e os votos necessários para a aprovação da reforma. A base aliada rebate, afirmando que a decisão foi necessária devido à gravidade da situação da segurança pública do Rio de Janeiro.