O comandante do Exército Brasileiro, o general Eduardo Villas Bôas, se pronunciou sobre a situação desesperadora [VIDEO] do Estado do Rio de Janeiro. Nesta sexta-feira, 16 de fevereiro, foi decidido que haverá uma Intervenção Militar em todo o Estado para conter a violência dramática que ronda toda a população carioca. O governador Eduardo Pezão está ''pedindo ajuda'' por não conseguir controlar a tamanha desordem.

Villas Bôas deixou claro que o general Walter Souza Braga Netto, nomeado pelo presidente Michel Temer a assumir o comando das Polícias do Estado, terá todo o apoio do Exército durante sua ocupação que será até o dia 31 de dezembro de 2018.

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Villas Bôas utilizou sua página da rede social Twitter para contar que se reuniu com Braga Netto para acertar os detalhes dessa operação que ainda está em fase de planejamento.

O general foi enfático e disse que as Forças Armadas atuarão na Garantia da Lei e da Ordem e cumprirá sua missão.

'Licença para matar'

Segundo informações do portal ''O Antagonista'', o planejamento militar para o Rio promete ''surpresas'', pois poderá ocorrer da mesma forma que aconteceu no Haiti, em que os soldados tinham licença para exterminar qualquer tipo de ameaça visível à frente. A Intervenção Militar terá várias fases e regras. Caso haja negligência por parte dos soldados, eles serão julgados apenas pela Justiça Militar, conforme as regras impostas pela instituição.

Outro ponto relevante desta nova fase do Rio, é que a Polícia Federal [VIDEO] continuará no comando da chama ''Operação União-Rio'' que trata de roubo de cargas, tráfico de armas e drogas.

'Ataque' ao governador do Estado

Para o general Villas Bôas a situação de calamidade do Rio de Janeiro aconteceu pela falta de gestão do governo do Estado.

A gestão estaria entre as dificuldades enfrentadas, algo que vai muito além da segurança pública. Villas Bôas sugeriu que deverá haver uma grande integração entre os poderes federais, municipais e estaduais para conseguir conter o problema. Aspectos financeiros e psicossociais também foram situados pelo general como questões que deveriam ser abordadas antes da chegada do caos.

O governador Pezão é o responsável pela gestão do Estado carioca, mas ele já admitiu que não tem mais ''forças'' para continuar com a sua missão. Pezão avaliou que está incapaz de conseguir combater a violência no Rio, jogando o comando da Polícia para o general Braga Netto que tentará reverter a situação.