Você conhece o Partido Social Liberal? Se a resposta for negativa, não se preocupe. Muita gente não conhece. É para esta sigla que o deputado federal e pré-candidato à presidência da República Jair bolsonaro – hoje no PSC – deve migrar nos próximos meses.

É pelo PSL que o hoje deputado federal Bolsonaro deve concorrer à presidência em outubro deste ano. O sonho do pré-candidato e de seus eleitores é que a vitória seja confirmada nas urnas e Bolsonaro comande o país entre 1º de janeiro de 2019 e 31 de dezembro de 2022.

Força nas pesquisas

Apesar de migrar para uma legenda nanica, Bolsonaro é um dos grandes nomes da política nacional no momento. Para se ter uma ideia, o pré-candidato aparece com 10% de intenção de votos na nova pesquisa espontânea realizada pelo Datafolha.

Neste tipo de pesquisa, o eleitor tem que escolher entre um candidato que venha à sua cabeça, sem ser apresentado nenhum nome. Apesar de migrar para um partido nanico, o eleitorado conhece Bolsonaro.

Para se ter uma ideia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que é manchete em jornais e em emissoras de TV de todo o país há algum tempo, já governou o Brasil em duas oportunidades e afirmou que quer concorrer à presidência, é citado por 17% dos eleitores.

Apesar de estar atrás de Lula, a força de Bolsonaro surpreende PT e PSDB, dois dos partidos mais conhecidos do Brasil, com amplo espaço na mídia durante todo o ano.

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Jair Bolsonaro Eleições

Geral

Na pesquisa em que o nome dos candidatos são apresentados, Jair Bolsonaro lidera nos cenários sem Lula. Nos quatro cenários sem o petista, o candidato conversador lidera com folga.

Em deles, Bolsonaro chega a 20%, contra 13% de Ciro Gomes (PDT), o segundo colocado. Em outro cenário, Bolsonaro soma 20% e Marina Silva (Rede), com 16%, é a segunda colocada.

Lula fora

Luiz Inácio Lula da Silva é citado nas pesquisas, mas corre grande risco de ser impedido de concorrer à presidência.

O ex-presidente foi condenado em segunda instância pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá (SP).

Por conta disso, o petista ficaria inelegível pela Lei da Ficha, que foi promulgada pelo próprio Lula em 2010. Condenados em segunda instância não podem concorrer à presidência nem a qualquer outro cargo político.

Sem Lula, o PT fica perdido e sabe que suas chances serão bastante diminutas.

Hoje, Lula é muito maior do que a legenda. Mesmo caso de Bolsonaro, independente para onde vá, o candidato é muito mais forte do qualquer partido que possa abrigá-lo.

O Datafolha fez a pesquisa junto a 2.826 entrevistados de 174 municípios. A margem de erros é de dois pontos para mais ou para menos. O levantamento foi feito na segunda (29) e terça-feira (30) desta semana.

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