Alçado ao posto de comando do novo Ministério Extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann [VIDEO] falou sobre algumas das ações que a nova pasta pretende exercer para garantir segurança aos brasileiros. As informações foram veiculadas pela Agência Brasil.

Em declarações dadas durante a cerimônia de posse, realizada nesta quarta-feira, dia 27, em Brasília, Jungmann disse que o Ministério irá “combater duramente o crime o crime organizado”, mas, segundo ele, “sem jamais desconsiderar a lei e os direitos humanos”.

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O ex-ministro da Defesa, que deixou o cargo para assumir a nova pasta, também afirmou que o novo Ministério da Segurança Pública irá coordenar a interação da segurança municipal, estadual e federal.

De acordo com Jungmann, “o Estado e a sociedade não podem se equiparar ao crime organizado”. O ministro criticou aqueles que “combatem o crime através da barbárie” e agindo fora das leis. Reiterando seguidas vezes que quer atuar na segurança pública respeitando os direitos humanos [VIDEO], o novo ministro afirmou também que o novo órgão irá “sempre” respeitar “os mandamentos do Estado Democrático de Direito”.

Jungmann também afirmou que irá recorrer a apoio internacional para combater crimes globais, como facções e grupos criminosos que atuam em diferentes países além do Brasil. O ministro também afirmou que encerrará sua carreira política para se dedicar à pasta, revelando que irá encaminhar uma solicitação de suspensão de suas atividades junto a seu partido, o PPS.

Antes do cargo no Ministério da Defesa, Jungmann atuou como deputado federal por Pernambuco de 2003 a 2011.

Ele também foi ministro da Política Fundiária de 1996 a 1999, durante o Governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Com a mudança da pasta da Defesa para a Segurança Pública, Jungmann se torna o 29º ministro do governo do presidente Michel Temer (MDB), que assinou a Medida Provisória (MP) autorizando a criação do novo Ministério no início desta semana. Com o novo cargo de Jungmann, o general Joaquim Silva e Luna, ex-secretário-geral da Defesa, assume o comando do Ministério da Defesa.

Temer dá liberdade de atuação para Jungmann

Ao assumir o novo cargo no comando da Segurança Pública, Jungmann ganhou de Temer a liberdade para tomar decisões que considerar necessárias nas ações da pasta. Uma das primeiras ações do novo ministro foi trocar o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, que foi substituído por Rogério Galloro.

Ainda durante a cerimônia de posse desta terça-feira, Jungmann também afirmou que deve analisar o orçamento federal destinado à segurança pública, além de revisar o uso da Garantia da Lei da Ordem (GLO), medida que, de acordo com o site do Ministério da Defesa, é usada quando “ocorrem nos casos em que há o esgotamento das forças tradicionais de segurança pública, em graves situações de perturbação da ordem.”

Jungmann criticou a banalização da medida, revelando que o novo Ministério deve criar novas ações para casos que estejam além da capacidade das forças comuns de segurança.

Apesar de ter revelado algumas de suas intenções à frente do novo cargo, Jungmann não deu maiores detalhes sobre ações específicas que serão realizadas pela pasta.

Para adversários políticos, a criação do novo Ministério da Segurança Pública e a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro é parte de uma estratégia de Temer para tentar reverter sua impopularidade e, no caso de um eventual sucesso das ações, viabilizar seu nome para a disputa presidencial de outubro.

Temer nega que queira se reeleger ao cargo, afirmando que a decisão de agir na segurança pública do estado do Rio de Janeiro surgiu após pedido do governador do estado, seu colega de partido Luiz Fernando Pezão.