O ministro da Defesa do Governo do presidente Michel Temer, Raul Jungmann, tomou uma decisão que abalou os ânimos de vários ministros ameaçados com as investigações da Operação Lava Jato [VIDEO]. Após Fernando Segovia dar declarações polêmicas sobre um inquérito que ronda contra Temer, foi feita uma substituição no comando da direção-geral da Polícia Federal.

A troca da PF foi dada por Jungmann que escolheu Rogério Galloro como o novo comandante. Com uma relação mais simpatizante com Galloro, Jungmann admitiu que gostaria de ter mais ''liberdade'', colocando pessoas que ele tem mais afinidade em um cargo tão relevante para o governo.

Além do mais, o governo estaria prevendo novas mudanças que afetam a Polícia Rodoviária Federal e o Departamento Penitenciário (Depen), devido o governo emplacar no tema segurança pública.

No entanto, ministros de Temer não ficaram nada satisfeitos ao saberem que Galloro é o novo comandante da PF. Eliseu Padilha, da Casa Civil, foi um dos nomes que defendeu a todo o custo a nomeação de Segovia para o cargo e mostrou um ligeiro desconforto. Além de Padilha, José Sarney (MDB-AL) também adorou quando Segovia foi o escolhido.

O fato é que os ministros se sentem ameaçados com a investigações da Operação Lava Jato e Segovia seria um alicerce que poderia barrar as investigações, evitando que chegue ao núcleo máximo do Palácio do Planalto.

Quando a Operação da Lava Jato, na fase da operação Tesouro Perdido, encontrou cerca de R$ 51 milhões atribuídos ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, em um apartamento em Salvador, na Bahia, Eliseu Padilha fez um forte apelo.

Ele desejou que Segovia assumisse o comando da PF, tirando o lugar de Leandro Daiello, como uma forma de proteger o Planalto [VIDEO].

A ação de Padilha mostrou que temia que as investigações chegassem a um nível estonteante, prejudicando ferozmente o governo e até mesmo novas descobertas fossem desmascaradas pela PF. O Supremo Tribunal Federal (STF) guarda dois inquéritos que prejudicam Eliseu Padilha.

Jungmann contra Segovia

Comentários mostram que o ministro Raul Jungmann nunca gostou de Fernando Segovia. A oportunidade de escolher um novo nome para a PF foi um alívio para o ministro da Defesa. Na posse de Segovia, no ano passado, Jungmann fez questão de não comparecer.

Jungmann mostrava apoio a Galloro desde que o ministro da Justiça, Torquato Jardim, tentava entrar no lugar de Leandro Daiello.