Ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun afirmou nesta quinta-feira, dia 22, que o governo federal não tem pressa para estabelecer a criação do ministério da Segurança Pública [VIDEO], anunciado pelo presidente Michel Temer (MDB) na última semana. As informações foram veiculadas pela Agência Brasil.

De acordo com Marun, a organização para o novo ministério está sendo definida por Temer e seus aliados próximos. O ministro também revelou que o governo ainda não tem um nome definido para a pasta [VIDEO], e que ainda não foi estabelecida a forma legal para a sua criação.

Não perca as atualizações mais recentes Siga o Canal Governo

Questionado por repórteres se o ministério poderia ser anunciado já na próxima semana, Marun não quis dar detalhes sobre prazos. Segundo ele, “não há uma sangria desatada” na questão que envolve a nova pasta do governo federal.

Já nesta sexta-feira, dia 23, o presidente Michel Temer afirmou em entrevista à rádio Bandeirantes que trabalha com 10 nomes e que o novo ministro deve ser anunciado na próxima segunda-feira, dia 26.

Marun também afirmou que o governo não deve ter dificuldades em encontrar alguém para chefiar o novo ministério, mas afirmou que o presidente Temer deseja alguém “que considere adequado” para o cargo. Marun ainda destacou que, em sua opinião, o apontado para o novo ministério deve ter “conhecimento técnico” aliado ao “traquejo político”, mas reforçou que a escolha será do presidente.

Marun nega criação de novo imposto e diz que Temer não será candidato "porque não quer"

Ainda na rodada de perguntas, Marun afirmou que o governo não irá criar um novo imposto para bancar as novas medidas de segurança pública.

“O governo não cogita a criação de novos impostos e isso eu afirmo de forma peremptória”, declarou.

Marun também falou sobre as pretensões do governo em relação às eleições presidenciais de outubro. Questionado se o MDB trabalha com a possibilidade da candidatura do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, Marun confirmou, reiterando que, em sua opinião, o governo deveria ter um único candidato.

O ministro também citou a possível candidatura do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e afirmou que Temer não será candidato “porque não quer”. Marun também afirmou que o presidente lhe comunicou pessoalmente que, neste momento, não deseja participar da corrida eleitoral.

A mesma pergunta foi respondida por Temer nesta sexta-feira, dia 23, quando informou à Rádio Bandeirantes que não pretende concorrer à reeleição.

Para rivais políticos de Temer, como Lula e Bolsonaro, o presidente estaria tentando utilizar a intervenção e a questão da segurança público no Rio de Janeiro para aumentar seu capital político.

A intenção, em caso de sucesso na medida que busca frear a onda de violência no estado, seria credenciar Temer para a corrida eleitoral, colocando-o como alguém capaz de controlar os altos índices de violência em todo o país.

Temer nega a hipótese, mas já há no MDB uma corrente que vê no presidente um bom candidato para ser o nome próprio do partido nas eleições. Para tentar sonhar com a possibilidade, Temer também terá que reverter a alta rejeição que enfrenta, com cerca de 60% do eleitorado atual afirmando que não votaria no presidente de forma alguma.