O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e réu em processos na Justiça comentou situações do governo que 'mexeram com o presidente da República, Michel Temer, e o Palácio do Planalto. Conforme o Estado do Rio de Janeiro passa por um momento catastrófico devido ao alto índice de criminalidade, o decreto de intervenção federal baixado por Temer fez com que Lula fizesse afirmações atingindo o presidente.

Segundo o petista, Temer estaria querendo ganhar eleitores do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que será candidato as eleições presidenciais de 2018.

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Lula afirmou que tudo não passaria de uma ''pirotecnia'' criada pelo governo de Temer com o propósito de lançar o peemedebista às eleições, tirando um nicho de eleitores que aprovam Jair Bolsonaro.

A decisão da intervenção federal foi decretada após muita resistência de Temer, mas a violência no Rio chegou a índices alarmantes e houve necessária busca de solução. Além do mais, o presidente poderá se candidatar nas eleições este ano. Segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, Temer candidato não seria ''carta fora do baralho''.

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Em resposta as acusações de Lula, Michel Temer foi direto e utilizou como intermediador Alexandre Parola, seu porta-voz. Temer disse que sua decisão não se baseou em questões eleitorais, avaliando que as reformas propostas pelo governo ganharam os holofotes logo após o peemedebista assumir a Presidência no lugar de Dilma Rousseff (PT).

Parola disse que todas as decisões tomadas no governo Temer partem para a necessidade da população brasileira, indicando que a intervenção não seria algo eleitoral, mas, sim, algo urgente com o compromisso de controlar a segurança pública do Estado carioca.

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Jair Bolsonaro Lula

As declarações de Lula fizeram Temer afirmar que nunca se influenciou por nenhum outro fator, apenas pela demanda da população brasileira.

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, foi quem saiu em defesa de Temer. Marun avaliou que Temer seria um político ''elegível'', porém o presidente não estaria cogitando disputar as eleições.

Recentemente, no Congresso estaria ocorrendo conversas nos corredores de que Temer poderá se tornar candidato.

O fato de o presidente autorizar a intervenção federal significaria que ele busca espaço nas eleições para se manter no poder por mais quatro anos.

A realidade de Lula é outra, diferente de Temer, o petista pode ficar inelegível nas eleições devido sua condenação em segunda instância no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) por lavagem de dinheiro e corrupção no caso do tríplex do Guarujá (SP) . O petista afirmou que aguarda uma absolvição em instância superior.

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