Com a escalada da violência em diversas partes do país, o presidente da República, Michel Temer, fez uso de um dispositivo presente na Constituição Federal em se tratando da aplicação da intervenção federal num estado castigado por altos índices de violência, como o Rio de Janeiro [VIDEO].

Entretanto, a intervenção federal ocorrerá de modo que o general do Exército Walter Souza Braga Netto será o militar responsável pelo comando da segurança pública estadual, embora a administração pública relacionada à outras áreas estará ainda sob a condução do governador fluminense, Luiz Fernando Pezão (PMDB). A medida extrema adotada pelo Palácio do Planalto deverá contar com aprovação simples no Congresso Nacional, por meio de suas duas Casas Legislativas, a Câmara dos Deputados e o Senado da República.

Entretanto, uma das principais prioridades para o Governo federal, que é a votação da Reforma da Previdência Social, acabou sendo relegada a segundo plano. Como parte do plano de intervenção federal no Rio de Janeiro, o presidente Michel Temer resolveu agendar uma reunião que envolve os conselhos nacionais da Defesa e da República, programada para esta segunda-feira (19).

O encontro em Brasília deverá contar com as presenças dos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado Federal, Eunício Oliveira (PMDB-CE), além da cúpula das Forças Armadas. O horário previsto para a reunião é às 10 horas da manhã.

Alguns ministros do governo do presidente Michel Temer, também deverão participar do encontro. Estará presente na reunião, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Sérgio Etchegoyen.

Mal-estar entre militares e general

Vale ressaltar que o clima entre militares das Forças Armadas [VIDEO] e o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, tem sofrido algum tipo de animosidade e ele tem recebido críticas por parte do alto escalão. O general Sérgio Etchegoyen, considerado alguém muito próximo ao presidente Michel Temer, se posicionou favoravelmente à aprovação da Reforma da Previdência.

Recentemente, o general classificou, de modo contundente, a aprovação da Reforma Previdenciária como um verdadeiro ato de coragem. O temor verificado entre os militares das Forças Armadas brasileiras é a grande possibilidade de que as regras de suas aposentadorias deverão sofrer modificações.

Em alguns grupos do WhatsApp, tanto membros do alto escalão das Forças quanto do "chão" do quartel chegaram a considerar que o ministro Etchegoyen seria um traidor. Há, inclusive, algumas apostas de que o general poderia tentar algum cargo eletivo na próxima eleição, em outubro.

Porém, nos corredores em assuntos rotineiros dos militares, Etchegoyen deverá ser lembrado por não atender aos interesses de sua própria categoria.