Uma determinação que coube à presidente da mais alta Corte de Justiça do Brasil, o Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO], acabou se tornando uma verdadeiro "pesadelo" para o Governo do presidente da República, Michel Temer. O Palácio do Planalto parecia não acreditar que a presidente da Suprema Corte brasileira, ministra Cármen Lúcia, havia decidido, de modo totalmente contrário às pretensões governamentais, em se tratando da situação vivenciada pela deputada federal e presidente nacional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Cristiane Brasil (PTB-RJ).

Vale lembrar que a parlamentar carioca não conseguiu ser empossada como ministra do trabalho no governo federal, baseado em uma situação em que a mesma fora acusada por um ex-motorista de não arcar com os direitos trabalhistas do mesmo, o que levou à impossibilidade de que ela assumisse o comando da pasta do Ministério do Trabalho, já que algumas ações foram encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), tendo resultado insatisfatório, tanto para a deputada federal, quanto para o próprio governo Michel Temer.

'Banho de água fria' no governo

Recentemente, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, ao fazer uma análise minuciosa do caso referente à situação que envolve a filha do ex-deputado Roberto Jefferson, considerado um dos principais, senão, o principal delator do esquema de corrupção que permeou a realidade política brasileira, durante o ano de 2005, cujo mandato presidencial era exercido pelo ex-mandatário petista, Luiz Inácio Lula da Silva. Naquele período, o ex-presidente Lula enfrentava acusações de que o chamado escândalo do "Mensalão", conforme denunciado pelo ex-deputado Roberto Jefferson, se referia à compra de parlamentares da base aliada para aprovação de matérias de interesse do governo federal.

Entretanto, vale salientar que a determinação da ministra Cármen Lúcia, se refere à manutenção da suspensão da posse da deputada Cristiane Brasil, como ministra de Estado.

A decisão da magistrada afirma que qualquer decisão referente ao caso de Cristiane Brasil, deve ocorrer no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF).

Essa determinação acabou se tornando um verdadeiro "banho de água fria" no governo Michel temer, que confiava numa decisão favorável vindo da presidente do Supremo, em relação ao Palácio do Planalto. A presidente do STF, Cármen Lúcia, cassou uma liminar que liberava a posse da parlamentar, delimitando que o caso fique tão somente sob a tutela do próprio Supremo, o que acabou inviabilizando a ida da deputada Cristiane Brasil para o comando do Ministério do Trabalho.