O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli participou, nessa sexta-feira (23), de um debate na Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, e deu exemplos das conquistas da Justiça contra os corruptos. Ele comentou da emenda constitucional 35, de 2001, que impedia a investigação de parlamentares sem autorização do Congresso Nacional.

De acordo com o ministro, o responsável em capitanear essa emenda foi o senador tucano Aécio Neves, que hoje é investigado.

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Ainda, segundo Toffoli, foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quem mandou a lei e Lula foi condenado. Toffoli declarou que isso mostra que a democracia está funcionando.

Porém, um ponto foi observado pelo site "O Antagonista". Se Aécio e Lula já ajudaram no combate à Corrupção, hoje eles são alvos dela, e mesmo assim o Supremo não puniu nenhum dos dois. A lentidão da Corte é algo de se estranhar.

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O exemplo de Toffoli de que o petista e o tucano fizeram parte da construção e sanção de leis contra a corrupção, não é um exemplo do STF, mas, sim, do juiz federal Sérgio Moro. O responsável em condenar Lula foi Moro e não a Corte. O magistrado é quem está fornecendo os caminhos para que a Justiça seja feita por meio da Operação Lava Jato.

Evento nos EUA

A impressão que se tem é que o ministro Dias Toffoli não apoia os trabalhos de Moro.

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Sergio Moro Governo

Em nenhum dos seus discursos, ele cita a Lava Jato, pelo menos até agora.

Em um evento nos Estados Unidos este mês, pela American University, o ministro chegou a dar uma indireta para Moro, mesmo sem citar o nome dele. Toffoli falou que o combate à corrupção no Brasil não depende apenas de um herói, mas, sim, de várias instituições e mudanças legislativas que foram essenciais para punir corrutos.

Vale ressaltar que Sérgio Moro é considerado por muitos brasileiros como um herói, já que foi o precursor de levar para a cadeia políticos poderosos.

Foro privilegiado

O ministro Dias Toffoli ressaltou que até o final de março irá liberar para Cármen Lúcia, presidente do Supremo, colocar na pauta da Corte o julgamento do foro privilegiado. No final do ano passado, o ministro pediu vista e interrompeu a sessão, que já tinha o voto de oito ministros a favor de restringir o foro privilegiado.

Para os investigadores da Lava Jato é de grande importância que essa medida seja logo votada.

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Conforme a Constituição Brasileira, todos devem ser iguais perante a lei. Toffoli defende que os ministro antecipem seus votos aos colegas para evitar o número excessivo de pedido de vistas.

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