A mulher que preside a mais alta Corte brasileira, em se tratando do atual modelo de Poder judiciário no país, o Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO], ministra Cármen Lúcia, não tem enfrentado tréguas, a partir de suas decisões, de certa forma, monocráticas, em relação a processos que acabaram se tornando alvos de grande polêmicas, especialmente, em se tratando do inquérito que resultou na condenação do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, por práticas criminosas de "colarinho branco", no âmbito das investigações da força-tarefa anticorrupção da Operação Lava Jato [VIDEO], vista como uma das maiores operações já desencadeadas em todo o mundo e a maior operação em toda a história contemporânea do Brasil.

O ex-presidente da República foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável por processos da Operação Lava Jato, em primeira instância. A situação criminal do ex-mandatário petista se complicou de vez, após os votos de três desembargadores por unanimidade, cuja confirmação da sentença proferida pelo magistrado paranaense, culminou numa pena estimada de doze anos e um mês de prisão em regime de caráter fechado, cuja decretação poderá ser solicitada, após findados os recursos judiciais ainda pendentes na "Corte de Apelação" ou Tribunal de segunda instância.

Isolamento na Suprema Corte

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, tem se deparado com uma situação muito pouco comum na Corte, a "pressão" advinda de magistrados da Corte, para que ela venha a pautar a manutenção ou não da possibilidade de prisão, após o esgotamento dos recursos judiciais em segundo grau.

Porém, de modo enfático, a ministra mineira demonstrou que não deverá pautar o julgamento de um habeas corpus apresentado pela defesa do ex-presidente Lula. Além disso, a magistrada afirmou que o ministro relator da Operação Lava Jato, no Supremo, Luiz Edson Fachin, terá que "descascar sozinho o abacaxi que ele plantou".

Vale lembrar que a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, tem escolhido evitar reuniões com o seu grupo de colegiados e ainda, reduziu drasticamente o seu núcleo de conselheiros. Algumas das críticas dirigidas à presidente do Supremo, se referem a temas muito complexos, como por exemplo o veto parcial a um induto natalino do presidente Michel Temer. Outro fator que acabou influenciando no "clima pesado" na Corte, trata-se da decisão da magistrada que suspendeu a posse da deputada Cristiane Brasil, no cargo de ministra do Trabalho. Outra situação preponderante se refere à hesitação, em se tratando do habeas corpus de Lula, o que ainda tem demonstrado a existência de grande incógnita.