A situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tende a se complicar dia após dia, com a descoberta minuciosa por meio de um laudo pericial de provas e evidências que podem incriminar o ex-mandatário petista [VIDEO], em relação à aquisição do terreno do Instituto Lula, atribuído ao petista. Vale ressaltar que este processo em específico, relativo à construção do Instituto atribuído ao ex-presidente da República, tramita no âmbito das investigações da força-tarefa de trabalho da Operação Lava Jato [VIDEO], da Polícia Federal, que já é considerada a maior operação anticorrupção em toda a história recente do país, além de ser vista como uma das maiores já desencadeadas em todo o mundo, ao apurar crimes relacionados ao mega esquema de Corrupção da maior estatal brasileira; a Petrobrás.

Laudo pericial revelador

A perícia contratada pela Justiça para que pudesse desvendar todo o processo em que se teria angariado fundos para aquisição do terreno do Instituto pertencente ao ex-presidente Lula, trouxe informações minuciosas, através do trabalho realizado por peritos da Polícia Federal, nos sistemas de computadores da empreiteira Odebrecht, que haviam sido destinados para o departamento de distribuição de propinas da maior empreiteira brasileira, durante o esquema do "Petrolão".

As provas encaminhadas pela construtora supracitada em seu acordo de colaboração premiada juntamente à força-tarefa da Operação Lava Jato, constata que as evidências são consideradas totalmente autênticas, de acordo com os investigadores federais e a equipe de peritos destinada para fazer análise de todo o material periciado encontrado no sistema eletrônico de computadores, por meio dos arquivos Drousys e My Web Day B, referente aos sistemas de comunicação e também de contabilidade do setor de propinas da empreiteira Odebrecht, que havia sido apresentado pela Polícia Federal, na última sexta-feira (23), à Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná, segundo informação repassada pelo jornal "Estado de São Paulo".

Vale ressaltar que o documento relativo ao caso do Instituto Lula possui 325 páginas, sendo que marca uma das fases finais da ação penal em que o ex-presidente Lula deverá ser julgado pelo juiz Sérgio Moro, por crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Vale lembrar que o petista já foi condenado pelo magistrado paranaense sob a jurisdição da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de primeira instância, em Curitiba, no caso referente à aquisição do apartamento de luxo tríplex do Guarujá, pelos mesmos crimes citados anteriormente.

Naquela ocasião, a sentença de Moro foi confirmada no Tribunal de segunda instância, através da proclamação dos votos unânimes de três desembargadores federais do Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), de Porto Alegre, cuja pena decretada ao petista, soma-se à cerca de doze anos de um mês de prisão em regime fechado, após esgotados os recursos judiciais a serem apresentados pela defesa, nesse caso específico, os denominados "embargos de declaração".