Uma questão envolvendo o novo advogado de Lula, Sepúlveda Pertence [VIDEO], foi relembrada através da mídia. O fato na verdade aconteceu na época em que Pertence era ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), entre os anos de 1989 e 2007. A revista ''Isto é'' publicou as informações.

Durante o seu mandato como ministro do Supremo, Sepúlveda foi um dos nomes que apoiou a criação da Súmula 691, na qual tira o direto de conceder habeas corpus para réus que já tiveram o pedido negado em outros tribunais.

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Acontece que, anos mais tarde, e atuando como advogado do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, Sepúlveda tenta mudar a própria Sumula 691 que ele mesmo apoiou.

Quando era ministro, durante um processo envolvendo o publicitário Roberto Justus, os advogados de defesa tentaram entrar com um habeas corpus para travar o processo na Justiça. No entanto, quando Sepúlveda analisou o caso, ele foi enfático e recusou conceder o benefício ao publicitário, deixando bem claro que isso iria contra a Súmula. Hoje, Sepúlveda tenta ultrapassar a Súmula, algo que ele defendia ferozmente antigamente, quando estava ao lado do corpo de ministros do Supremo Tribunal Federal.

O ex-presidente Lula é acusado dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em vários processos que circulam na Justiça. O juiz federal Sergio Moro havia determinado a condenação de Lula em 9 anos e seis meses de cadeia devido ao processo envolvendo um tríplex no litoral de São Paulo, no Guarujá.

O caso foi enviado para a segunda instância, e nas mãos dos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4° Região, Lula viveu mais uma grande derrota e teve sua pena aumentada para 12 anos e um mês de cadeia. A situação desesperadora do petista movimenta seus advogados, que tentam a todo custo evitar a prisão de Lula após o fim das instâncias apelatórias. Além do risco de ser preso, Lula também poderá ficar inelegível para as eleições presidenciais deste ano.

Envolvimento de Edson Fachin

O ministro e relator da Operação Lava Jato [VIDEO] no Supremo, Edson Fachin, recebeu o pedido de Sepúlveda e acabou tomando uma atitude que causou discórdia no meio jurídico. Em vez de ''enterrar o assunto'', o ministro resolveu levar para o Plenário da Suprema Corte. O ex-ministro do STF Carlos Mário Velloso comentou sobre o caso e avaliou que não existiria nenhum meio para que a Súmula fosse contrariada. A situação de Lula se complica cada vez mais.