Na esteira da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, o presidente Michel Temer (MDB) assinou nesta terça-feira, dia 26, a Medida Provisória (MP) que confirma a criação do Ministério Extraordinário da Segurança Pública [VIDEO]. Temer já havia anunciado que o ministro da Defesa, Raul Jungmann [VIDEO], será deslocado para o comando da nova pasta. A posse de Jungmann ocorreu nesta quarta-feira, dia 27, no Palácio do Planalto, em Brasília. As informações são da Agência Brasil.

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Segundo anunciado por Temer, a nova pasta será responsável por coordenar as ações de segurança pública em todo o território nacional, realizando reuniões e encontros com governadores e secretários de segurança do país.

Ainda de acordo com Temer, o Ministério Extraordinário lidará com a área de inteligência no combate ao crime organizado que atua no país em facções e organizações criminosas.

Atual secretário-executivo do Ministério da Defesa, o general Joaquim Silva e Luna assumirá o comando da pasta interinamente. O novo Ministério será o 29º do Governo presidido por Michel Temer. A MP assinada pelo presidente nesta terça-feira confirmou a criação da nova pasta, permitindo o início de seu funcionamento, mas a decisão ainda precisará ser aprovada pelo Congresso nacional em um prazo de até 60 dias, prorrogáveis pelo mesmo período. Segundo informado pelo Blog do Camarotti, do Portal G1, o governo acredita que a MP será aprovada sem grandes problemas.

As ações na área da segurança são vistas como uma cartada de Temer para tentar reforçar seu nome à reeleição e recuperar o capital político do MDB.

Mais do que vislumbrar uma difícil vitória no caso de uma eventual candidatura de Temer, o partido quer ter capital político para angariar força no apoio durante a votação de segundo turno das eleições presidenciais.

Com um dos governos mais impopulares da história da democracia brasileira, Temer tem dito repetidamente que não pretende se candidatar, mas um potencial sucesso da intervenção no Rio e da atuação do novo ministério poderiam reverter o cenário a seu favor.

Nos bastidores de Brasília, especula-se que Temer queira defender seu legado, algo que não parece prioridade para os outros dois pré-candidatos governistas: o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).