Num gesto que pode ser considerado uma forte estratégia de defesa desenvolvida por advogados e correligionários do ex-presidente da República [VIDEO] Luiz Inácio Lula da Silva, em se tratando da cada vez mais plausível probabilidade de que o petista possa estar prestes a encarar uma decretação de prisão, a divulgação de um novo episódio na "briga" do ex-mandatário para com o Poder Judiciário veio à tona.

Nesse novo "embate" entre condenado e Justiça, uma "carta que se encontrava na manga" foi colocada sobre a mesa.

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Trata-se dos serviços de defesa a serem prestados favoravelmente ao ex-presidente Lula, por um dos ex-ministros da Corte máxima de Justiça do país, o Supremo Tribunal Federal (STF).

O ex-presidente da Suprema Corte, Sepúlveda Pertence, é considerado uma pessoa muito próxima ao ex-presidente Lula.

Entretanto, vale lembrar que o ex-presidente Lula foi condenado em primeira e segunda instâncias do Poder Judiciário brasileiro, a doze anos e um mês de prisão em regime que se caracterizaria como prisional fechado, pela prática criminosa de "colarinho branco", em se tratando de acusações que foram relacionadas à corrupção passiva e também lavagem de dinheiro. O inquérito relacionado à propriedade do apartamento de luxo tríplex do Guarujá foi julgado no âmbito das investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato [VIDEO], da Polícia Federal, que é considerada a maior operação anticorrupção já implementada em toda a história contemporânea do Brasil e uma das maiores operações que já foram desencadeadas em todo o planeta.

Lula busca 'ajuda' de ex-ministro do Supremo

A contratação do criminalista e ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Sepúlveda Pertence, foi aceita pelo magistrado, de modo que pudesse vir reforçar a defesa do petista, já condenado em primeiro e segundo graus. O propósito é que Pertence possa atuar com recursos judiciais junto aos Tribunais Superiores. Além disso, a própria cúpula do PT e aliados do ex-presidente Lula, já apoiavam a ideia de que um novo reforço deveria constar entre os defensores do petista, além do advogado Cristiano Zanin Martins.

Após a condenação em primeiro grau, cuja sentença foi proferida ao ser apresentada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela condução da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal da cidade e capital do Paraná, Curitiba, foi a vez do Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), sediado em Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, a dar o veredito do Tribunal de segunda instância, a respeito da confirmação da sentença anteriormente dada pelo juiz Sérgio Moro. Os votos de três desembargadores federais da Corte de Apelação: João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor dos Santos Laus foram unânimes, ao consolidar a condenação do ex-mandatário petista. Após esgotados os recursos no TRF4, a prisão de Lula poderá estar apta a ser decretada.